sexta-feira, 1 maio, 2026
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Alta Floresta: prefeitura e hospital alertam para “fake News” em áudios sobre fechamento da cidade e falta de oxigênio

A pandemia do novo coronavírus e as medidas de isolamento social vêm sendo acompanhadas pela ampla profusão de conteúdos sobre o tema. Com isso crescem também as notícias falsas. Nesse momento, a população deve tomar ainda mais cuidado tanto para não acreditar em mentiras quanto para não repassá-las. 

Na noite de ontem, quarta-feira (17), dois áudios acabaram viralizando em grupos de aplicativos no município de Alta Floresta, levaram a prefeitura municipal e também um hospital privado que trata de pacientes com COVID-19 a publicarem notas esclarecendo a situação e classificando os áudios como inverídicos e “Fake News”.

Em um deles, um homem não identificado fala que participou de uma reunião em um sindicato, sem citar nomes da cidade ou das partes envolvidas, o áudio fala na possibilidade de fechamento de estabelecimentos, um lockdown total.

Já outro áudio gravado por uma mulher, cita a cidade de Alta Floresta e também um hospital da rede privada, no qual estão leitos de UTI destinados a COVID-19.

Ela fala que teria ocorrido uma reunião no hospital, no qual havia sido mencionado a falta de leitos, dificuldades na compra de respiradores, medicação para intubar pacientes e entre outras situações relacionadas ao tratamento da COVID-19.

Diante do pânico criado na população, a prefeitura de Alta Floresta publicou uma nota, na qual classifica os áudios como “Fake News”, pediu à população que não compartilhe este tipo de áudio, pois a divulgação de notícias falsas causa pânico e desinformação, prejudicando o trabalho dos profissionais que estão engajados na luta contra a COVID-19.

Já o hospital particular, por meio da sua direção, divulgou um vídeo, onde cita que vem mantendo o atendimento aos pacientes regulados pelo SUS em 25 leitos, assim como pacientes particulares e benificiários de planos de saúde.

A nota destaca que o hospital está preparado para o atendimento da população e até mesmo para a ampliação de leitos, caso haja necessidade.

“Não há falta de oxigênio, de insumos e de medicamentos, todos os pacientes estão sendo tratados adequadamente. Não há falta de sedação para pacientes intubados e nunca será realizada a intubação do paciente sem o sedativo necessário”, diz trecho da nota.

Sobre Fake News durante a Pandemia

O Comitê Gestor da Internet lançou um guia com dicas para manter um uso seguro da Internet, que aborda, entre outros temas, o cuidado com boatos e mensagens. Uma cartilha específica sobre como evitar e combater boatos foi publicada juntamente com o material.

Conforme a publicação, em geral os boatos difundidos apresentam uma série de características:

– Afirmam não ser notícia falsa

– Possui título bombástico

– Tem um tom alarmista, com palavras como “cuidado” ou “atenção”

– Omite local, data ou até mesmo fonte (principalmente no caso do Whatsapp)

– Não traz evidências nem embasamento

– Coloca-se como único a revelar uma informação escondida pelos demais veículos

– Pede para ser repassado a um grande número de pessoas e alega consequências trágicas caso a tarefa não seja realizada

– Utiliza URL ou até mesmo design gráfico semelhante a veículos conhecidos.

Punição

O material lembra que as pessoas responsáveis pela difusão dessas mensagens podem ser punidas, como o enquadramento nos ilícitos de calúnia e difamação, além de danos morais. No Brasil, o ilícito relacionado a um conteúdo falso só existe na legislação eleitoral, mas esses outros tipos penais podem ser utilizados.

Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei nº 11.128/20, que estabelece multa para quem divulgar, por meio eletrônico, notícias falsas (fake news) sobre epidemias, endemias e pandemias no Estado de Mato Grosso.

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