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Saúde reconhece transmissão comunitária da ômicron em MT

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, reconhece que a variante ômicron do novo coronavírus está em transmissão comunitária em Mato Grosso. Isso significa que já não é mais possível rastrear a origem dos casos e associá-la a viajantes, indicando que o vírus já circula entre a população local.

“É correto afirmar que ela (ômicron) já é uma transmissão comunitária no Estado de Mato Grosso. Difícil monitorar efetivamente aonde está foco, mas é provável que esse número (de casos da doença) ainda cresça por força dos eventos de fim de ano e período de férias, quando há uma movimentação muito grande das pessoas, sendo que já verificamos aí nos últimos 30 dias, um crescimento de mais de 190% no número de casos em Mato Grosso”, afirma o secretário.

A declaração corrobora com um estudo feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) divulgado pelo DIÁRIO no fim do ano passado, que identificou a presença da ômicron no território mato-grossense além de outros sete estados brasileiros. Este levantamento é resultado da análise de 30.483 de exames da Covid-19 realizados em duas redes de laboratórios, que verificaram testes RT-PCR coletados entre os dias 1 e 25 de dezembro.

Conforme Figueiredo, a maioria dos casos decorrentes da cepa ômicron tem sido assintomática e/ou sintomas leves confundindo, inclusive, com os da gripe. Contudo, ele alerta para a importância de serem mantidas e reforçadas as medidas de prevenção, como o uso de máscara e evitar aglomerações.

Também é fundamental completar o esquema vacinal e a doses de reforço contra o coronavírus. Um levantamento feito a partir de agosto do ano passado pela Ses-MT mostra que a taxa de óbitos dentre as pessoas não imunizadas contra a Covid-19 e que precisaram de internação é de 23%, mas já entre os indivíduos que tomaram as duas doses de vacina esse percentual cai para 0,28%.

“Quando se adiciona a dose de reforço, aí isso multiplica muito, aumenta 18 vezes a capacidade de imunidade da pessoa. O problema é que neste momento concorrem ao mesmo tempo os casos da Covid e das síndromes respiratórias aguda grave (SRAG), necessariamente a Influenza, que congestionam as unidades de saúde”, destaca.

Diante desse aumento, uma das necessidades é a realização da testagem da população. Porém, o secretário descartou a reabertura do Centro de Triagem para a Covid-19, que funcionou na Arena Pantanal, em Cuiabá.

A alegação é de que a disponibilização dos exames aos pacientes que buscam atendimento na rede pública de saúde é um serviço que deve ser prestado pelas unidades básicas de saúde (UBS) que são de responsabilidades dos municípios.

A variante ômicron foi identificada originalmente na África do Sul e é apontada como a responsável pelo súbito aumento de casos em vários países, inclusive, no Brasil. Em Mato Grosso, esse aumento de infectados vem sendo percebido desde o fim de dezembro do ano passado.

Fonte
Joanice de Deus/Diário de Cuiabá
Viveiro interno

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