sexta-feira, 1 maio, 2026
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Influenza A H3N2 causa primeiro óbito em Cuiabá

Cuiabá confirmou, quarta-feira (5), o primeiro óbito por Influenza A H3N2 de paciente residente na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a vítima trata-se de uma mulher, de 68 anos, que estava internada em um hospital privado. O óbito ocorreu no dia 30 de dezembro de 2021, mas a confirmação de que se tratava do vírus H3N2 aconteceu somente no dia 04 de janeiro deste ano, após o recebimento do laudo do exame pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

A unidade hospitalar notificou a Vigilância Epidemiológica de que a paciente tinha Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no dia 20 de dezembro passado. Desde o fim do ano passado, o país vem enfrentando um surto de gripe impulsionado pela introdução de uma nova cepa do subtipo A (H3N2). Anteontem (4), a SMS confirmou o registro de sete pacientes que testaram positivo para a Influenza e a Covid-19 ao mesmo tempo. Essa coinfecção é chamada de Flurona.

Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Emanuel Pinheiro lamentou a morte da idosa. “Foi com muita tristeza que recebi a notícia da morte desta moradora de Cuiabá pelo vírus da Influenza H3N2. Ainda estamos em pandemia, o coronavírus ainda está circulando e agora temos mais esta ameaça, que é o vírus da Influenza. Infelizmente continuamos vivendo tempos difíceis e não podemos nos descuidar, porque agora a ameaça é dupla”, disse. As duas infecções afetam o sistema respiratório.

Pinheiro afirmou que a administração municipal trabalha para oferecer atendimento e tratar dignamente todos os pacientes. “Mas, novamente eu rogo à população que se cuide. Sistema de saúde em nenhum lugar do mundo consegue dar conta de toda a população ao mesmo tempo e Cuiabá não é diferente. Estamos trabalhando muito para melhorar, mas precisamos que a população também nos ajude, tomando os cuidados necessários”, solicitou.

A gerente da Vigilância Epidemiológica, Flavia Guimarães ressaltou ainda que a síndrome gripal (SR) é transmitida pelas vias respiratórias, da mesma forma que a Covid-19. “Precisamos manter todos os cuidados de prevenção, como lavagem das mãos, distanciamento social, uso de álcool 70%, uso de máscara, manter-se afastado de pessoas que apresentem sintomas, evitar aglomerações, para que não haja o contágio”, reforçou.

Ela também frisa que é essencial a vacinação tanto para a Covid-19 quanto para a Influenza. “No caso destas doenças que são imunopreveníveis, como as Influenzas e a Covid, quando a pessoa toma a vacina, diminui a possibilidade de ter uma evolução na doença com gravidade e de ter óbito. O importante é termos todos estes cuidados e aqueles que apresentarem sintomas devem buscar uma unidade de saúde para fazer avaliação e o acompanhamento dos profissionais de saúde”, alerta.

Dados da SMS apontam que desde dezembro de 2021 até a última terça-feira (4), foram registrados 134 casos notificados de SRAG entre residentes em Cuiabá. Desses, 44 foram confirmados, sendo 33 por Influenza A, quatro por Influenza A H3N2, um por Influenza B, cinco por Covid-19 e uma coinfecção por Influenza A H3N2 e Covid-19.

Este último caso trata-se de uma mulher de 34 anos que ficou internada em hospital particular e já recebeu alta. Quanto aos moradores de outros municípios atendidos no município, foram notificados 34 casos, sendo que oito foram confirmados para Influenza A, um para Influenza A H3N2 e dois para Covid-19.

Em relação à síndrome gripal entre os residentes, 118 casos confirmados foram repassados pelos laboratórios à Vigilância, sendo 88 por Influenza A, 21 por Influenza A H3N2, um por Influenza A H1N1 e um por vírus sincicial. Também houve seis coinfecções por Influenza A H3N2 e Covid-19 e uma coinfecção por Influenza A H3N2 e rinovírus. Já entre os moradores de outros municípios atendidos na Capital, houve 19 casos confirmados, sendo 16 por Influenza A, dois por Influenza A H3N2 e um por vírus sincicial.

Vale ressaltar que os casos de SRAG são aqueles cujos pacientes chegaram a ser internados, enquanto as síndromes gripais são ambulatoriais. Os casos de SRAG são de notificação obrigatória, conforme protocolo do Ministério da Saúde (MS).

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