sábado, 25 maio, 2024
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30% dos mato-grossenses não tomaram a 2° dose de vacina contra covid-19

Depois de 4 anos do primeiro registro de caso da covid-19 em Mato Grosso, a cobertura vacinal da população continua a ser o principal desafio na luta contra a doença. Dados do Painel de Vacinas da Secretaria de Estado de Saúde apontam que 79% da população tomou a primeira, índice que reduziu para 70% quando levada em consideração a segunda dose e despencou para 39% quando contabilizada a dose de reforço.

Nesse mesmo dia, em 2020, o Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) confirmava um dos 58 casos que eram monitorados em Mato Grosso. A vacinação teve início quase um ano depois do primeiro registro da doença, em janeiro de 2021. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que pelo menos 90% da população tenha completado o esquema vacinal contra a doença. De acordo com o Painel Epidemiológico da SES, já foram confirmados mais de 1 milhão de casos da doença em Mato Grosso e 15.218 mortes.

Ana Cláudia Trettel, mestre em epidemiologia e doutora em virologia, afirma que desde o primeiro caso até hoje é possível comprovar que a imunização é eficiente, segura e o grande desafio. Lembra que a mudança no cenário da covid-19 de forma gradativa e mundial é resultado do aumento da imunidade coletiva em populações de todo o mundo, graças a uma combinação de cobertura vacinal e exposição natural ao vírus.

Lembra que a trajetória da doença, nesses 4 anos, foi marcada também por um forte movimento negacionista e antivacina que, segundo Trettel, continua, apesar dos avanços vistos com a imunização no mundo. Ainda há pessoas que defendem a não vacinação. Essa rejeição acende um alerta e é o que dificulta o avanço da cobertura no estado.

Para a especialista, com a comprovação de que todos os imunizantes são eficazes no combate ao vírus, não existe justificava técnica para não vacinar e, portanto, a única resposta para essa rejeição é a desinformação que acaba colocando em risco essas vidas. Segundo ela, é preciso criar estratégias que garantam a informação e o avanço. “Não é julgando lado A ou B, pois cada pessoa decide o que vai fazer, mas fazendo uma análise do cenário epidemiológico no país, que não é diferente em Mato Grosso, precisamos manter as pessoas imunizadas para avançar contra a doença”, diz.

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