O piloto italiano que foi flagrado ontem domingo (30) em um avião com R$ 4.679.000,00 (quatro milhões, seiscentos e setenta e nove mil reais) em malas de dinheiro em Alta Floresta, já havia sido condenado por tráfico e posse de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, o homem de 61 anos, fez um pouso forçado de um Cesnna 206 T, prefixo PR-RMH ano 2005, no aeroporto rural a 5 km de Alta Floresta.
O italiano, que vive há 30 anos no Brasil, foi condenado pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A decisão foi do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em 2009. Ele recorreu da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o recurso e manteve a decisão.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) o piloto foi investigado pela Polícia Federal em 2002 quando teve uma aeronave, Cessna Aircraft prefixo PT-WDI, interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB).
No dia 28 de outubro de 2002, a FAB acionou a PF em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, dizendo que uma aeronave teria decolado, sem plano de voo, e abandonada na pista de pouso no aeroporto da cidade.
Dentro do avião a PF encontrou uma pistola, calibre 380, e resíduos de cocaína na cabine do avião. À época, a Justiça Federal salientou que havia fortes indícios de que a aeronave era usada para o tráfico de drogas.
Um mês antes do episódio em Campo Grande, o piloto teria apresentado documentos falsos à PF.
O caso
O piloto saiu de Sorocaba, em São Paulo, com destino a Itaituba. O avião faria duas paradas de abastecimento, sendo uma em Jataí, em Goiás, onde o piloto percebeu o problema na aeronave.
Mesmo assim ele seguiu a viagem com a próxima parada em Alta Floresta, local em que teve que fazer o pouso forçado.
Moradores ligaram para a polícia dizendo que um avião havia ''caído'' no aeroporto. Os policiais foram ao local e encontraram o piloto embarcando em um táxi.
No avião a polícia encontrou seis malas contendo uma enorme quantia em dinheiro, totalizando R$ 4.679.000,00. O dinheiro foi apreendido e depositado em conta da Justiça de Mato Grosso.
O delegado Vinicius Nazário informou que o piloto foi ouvido e não soube explicar a origem do dinheiro. Depois, o piloto informou que o dinheiro é de um ''parceiro de negócios'' e se refere à venda de um avião em São Paulo.
Até o momento a versão não foi comprovada e o dinheiro foi mantido apreendido. A origem do dinheiro será investigada em inquérito policial. O piloto foi liberado por não ter 'provas' contra ele, conforme informou a Polícia Civil.
Conta no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que o avião está registrado no nome de uma locadora de aviões em São Paulo, no entanto, a empresa já havia feito o comunicado da venda da aeronave.
Por Denise Soares, G1 MT – Foto: Divulgação PJC/AF


