Uma operação realizada pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio da Força Tática CR2, resultou na identificação de um garimpo ilegal e de uma área de desmatamento na Linha Poraquê, km 05, zona rural do município de Aripuanã. A ação ocorreu ontem, quinta-feira (07) e hoje sexta-feira (08), no âmbito da Operação Amazônia/Flora, após denúncia sobre atividade de extração mineral sem autorização ambiental.
De acordo com o relatório da ocorrência, a equipe do BPMPA, chegou ao local após informações repassadas pela equipe de inteligência da unidade ambiental. Durante a fiscalização, os policiais flagraram uma escavadeira hidráulica da marca Komatsu em funcionamento no interior de uma cava de extração mineral.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, o operador da máquina, informou não possuir licença ou autorização ambiental para exercer a atividade garimpeira. No local, os agentes constataram degradação ambiental, incluindo supressão de vegetação nativa, abertura de cavas e acúmulo de rejeitos provenientes da extração mineral.
Durante a operação, também foram encontradas duas dragas de garimpo, duas calhas separadoras de minério e barracos utilizados como apoio pelos trabalhadores da atividade ilegal. As estruturas continham mantimentos, redes e utensílios de cozinha.
Conforme o BPMPA, a escavadeira foi apreendida por meio do Termo de Apreensão nº 1921002026 e encaminhada à Secretaria de Obras do município de Colniza, mediante Termo de Depósito nº 1921002126.

As dragas e os motores utilizados no garimpo foram inutilizados no próprio local, por meio de destruição mecânica realizada com auxílio da própria escavadeira apreendida, conforme Termo de Destruição nº 1921002226. Já os barracos de apoio foram destruídos mediante uso controlado de fogo.
O responsável pela atividade foi conduzido à delegacia de Aripuanã para as providências cabíveis. A multa aplicada pela fiscalização ambiental totalizou R$ 97.412,85.
A Operação Amazônia/Flora integra ações de combate a crimes ambientais desenvolvidas em diferentes regiões do estado, com foco na repressão ao garimpo ilegal, desmatamento e outras atividades consideradas lesivas ao meio ambiente.
Posicionamento Komatsu
A Komatsu esclarece que possui uma diretriz bastante criteriosa sobre a comercialização de seus produtos, com rígidas cláusulas de compliance em seus contratos com distribuidores, que não permitem a venda de equipamentos para atividades ilegais. Nossos distribuidores possuem processos e medidas para identificação de possíveis negócios envolvendo operações ilegais e podem interromper as negociações com o cliente caso ele não seja capaz de atender a algum dos requisitos solicitados no pré-venda. O Banco Komatsu, responsável por uma parcela significativa das vendas financiadas, também adota rígidas cláusulas de compliance e realiza uma cautelosa análise dos clientes antes de efetivar qualquer negociação.
Não é possível acompanhar integralmente o ciclo de vida útil de uma máquina, que pode se estender por décadas, especialmente quando ocorrem revendas por terceiros. Em razão da alta qualidade dos equipamentos, eles podem ser comercializados continuamente e por um longo período, tendo diversos proprietários ao longo de sua vida útil. De todo modo, a Komatsu tem desenvolvido de maneira consistente soluções de mapeamento de equipamentos com o objetivo de identificar os que possam estar sendo utilizados de forma ilegal. No entanto, quando as empresas ou pessoas que utilizam nossos equipamentos intencionalmente retiram diversos rastreadores e soluções eletrônicas dos mesmos, este monitoramento se torna mais complexo e, neste sentido, a Komatsu continua buscando por inovações constantes da tecnologia embarcada em seus equipamentos.
A Komatsu ressalta seu compromisso em respeitar a legislação e repudia qualquer atividade ilegal. A empresa reforça que sempre atuará em conformidade com a lei e em conjunto com as autoridades competentes, quando necessário, para coibir atividades ilícitas.
