quarta-feira, 15 abril, 2026
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Mato Grosso registra segunda morte por intoxicação causada por metanol

O Estado de Mato Grosso confirmou a segunda morte relacionada à ingestão de bebidas adulteradas com metanol. A vítima mais recente é Márcia Rocha Guimarães, de 42 anos, moradora de Itanhangá. Ela estava internada no Hospital Regional de Sorriso (HRS) e faleceu na noite de sexta-feira (21).

Conforme apurado, Márcia vivia em uma fazenda no distrito de Itanhangá. Ela foi socorrida em estado grave no dia 3 de novembro e encaminhada pela ambulância municipal ao HRS. A suspeita é de que a intoxicação tenha sido provocada após o consumo de whisky misturado com energético. Com esse caso, o estado acumula dois óbitos por ingestão de bebida possivelmente adulterada.

Primeiro caso confirmado

A primeira morte por intoxicação ocorreu em Várzea Grande. Trata-se de uma mulher de 30 anos. O falecimento foi confirmado pela gestão municipal no dia 13 de novembro.

Ela participou de uma confraternização no dia 2 de novembro, onde consumiu cerveja. Dois dias depois, ingeriu novamente cerveja e também whisky. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, a vítima passou a apresentar sintomas como mal-estar, náuseas e vômitos. Foi internada e morreu no dia 7 de novembro.

Situação em Mato Grosso

De acordo com o Painel de Comunicação de Risco por Metanol – CIEVS, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), atualizado até sexta-feira (21), existe um surto de intoxicação exógena em andamento. Há casos confirmados e outros ainda em investigação em diversos municípios.

Até o momento, foram notificados 13 casos suspeitos, sendo 4 confirmados. A média de idade é de 30,2 anos e 69,2% das vítimas são homens. O principal agente de exposição é o consumo de bebidas destiladas, como o whisky. Entre os casos confirmados, a taxa de letalidade chega a 25%, e todos apresentaram quadro de gravidade, necessitando de internação em UTI.

Um homem de 27 anos, morador de Água Boa, permanece internado e aguarda o resultado de exames laboratoriais. O caso ainda é considerado “em investigação”.

O perigo do metanol

O metanol é um solvente de uso industrial que, ao ser ingerido, se transforma no organismo em ácido fórmico — substância altamente tóxica, responsável por causar acidose e danos sistêmicos. A intoxicação pode levar à cegueira irreversível e até mesmo à morte.

Diante do alto risco à saúde pública e da possibilidade de novas ocorrências, a SES-MT reforça orientações e medidas de vigilância e assistência em toda a rede estadual de saúde.

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