domingo, 19 julho, 2026
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Alta Floresta: criança inala fumaça após incêndio em kitnet; Bombeiros controlam vazamento de gás

Um incêndio registrado na manhã deste sábado (18), por volta das 8h30, em um condomínio de kitnets localizado na Rua A-05, no bairro Centro, mobilizou uma equipe do Corpo de Bombeiros. O fogo foi controlado por um vizinho antes da chegada da guarnição, mas o vazamento de um botijão de gás exigiu a atuação dos militares para eliminar o risco de uma nova ocorrência. Uma criança de 11 anos sofreu inalação de fumaça e precisou ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enquanto um homem de 39 anos recusou atendimento médico.

De acordo com o registro da ocorrência, ao chegar ao local, os bombeiros encontraram o incêndio já extinto. No entanto, o botijão de gás instalado no imóvel continuava apresentando vazamento, o que representava risco aos moradores do condomínio.

A equipe retirou o recipiente do interior do apartamento e o colocou em uma área aberta e segura, permitindo que o gás remanescente fosse liberado de forma controlada, evitando a possibilidade de explosão ou reignição.

Durante o atendimento, uma criança de 11 anos informou aos bombeiros que tentou apagar as chamas antes da chegada do socorro. Segundo o relato, a vítima inalou grande quantidade de fumaça e entrou em estado de desespero, sem conseguir sair imediatamente da residência. Ele contou que apenas depois percebeu que a porta de saída estava aberta, conseguindo então deixar o imóvel.

Na avaliação realizada pelos militares, a vítima apresentava fortes dores na garganta e na região pulmonar, dor ao respirar e dificuldade respiratória, sintomas compatíveis com a exposição à fumaça.

Foto: CBM MT

Após receber os primeiros atendimentos ainda no local, o menino foi levado à UPA acompanhado da mãe, onde ambos permaneceram sob os cuidados da equipe médica.

Durante a vistoria, os bombeiros encontraram outro morador, um homem de 39 anos, dormindo em um dos quartos da residência. Conforme informado pela corporação, ele afirmou não ter percebido o incêndio nem ter visto as chamas.

Foto: CBM MT

Apesar da orientação dos militares sobre os riscos da exposição à fumaça e da necessidade de avaliação médica, o homem recusou atendimento pré-hospitalar. A recusa foi formalizada por meio da assinatura do Termo de Responsabilidade de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), permanecendo no local após o encerramento da ocorrência.

As causas do incêndio não foram informadas no registro da ocorrência.

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