Os preços dos animais de reposição em Mato Grosso registraram alta na parcial de agosto de 2026, com as maiores valorizações concentradas entre as fêmeas. Até a terceira semana do mês, todas as categorias apresentaram avanço nos preços, em um cenário marcado pela retenção de matrizes e pela maior procura por animais com potencial reprodutivo.
Entre as categorias acompanhadas, a novilha apresentou a maior valorização mensal, com alta de 4,44%. O animal chegou a R$ 11,71 por quilo, seguida pela vaca solteira, que avançou 4,13%, alcançando R$ 10,94/kg.
No comparativo anual, o movimento de valorização também foi mais intenso entre as fêmeas. A bezerra de ano liderou as altas, com valorização de 26,18% em relação ao mesmo período anterior.
Na sequência aparecem a novilha, com alta de 20,97%, e a vaca solteira, que acumulou valorização de 18,53%.
O comportamento dos preços está relacionado ao cenário de retenção de matrizes em Mato Grosso, que reduz a oferta de fêmeas disponíveis no mercado e também sua participação nos abates.
Ao mesmo tempo, a necessidade de recompor e manter os rebanhos aumenta a procura por animais destinados à reprodução. Com uma oferta mais restrita e demanda maior, as categorias com potencial reprodutivo passam a apresentar maior pressão de valorização.
Nesse contexto, bezerras e novilhas ganham importância estratégica para a formação futura dos plantéis. A maior procura por esses animais contribui para o avanço mais expressivo dos preços observado na parcial de agosto.
O movimento indica um mercado de reposição mais valorizado, especialmente entre as fêmeas, em meio à estratégia dos pecuaristas de preservar matrizes e investir na manutenção e expansão do potencial reprodutivo dos rebanhos.
