terça-feira, 25 agosto, 2026
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Custo do milho em MT avança mais que os preços para a safra 2026/27

O custeio do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.778,76 por hectare em julho de 2026, alta de 0,30% em relação ao mês anterior. Os dados são do projeto CPA-MT e mostram um cenário de pressão sobre as margens do produtor, diante do avanço dos custos em ritmo superior ao dos preços negociados para a próxima safra.

A principal influência sobre a alta mensal veio dos fertilizantes e corretivos, que aumentaram 1,14%, passando para R$ 1.550,19 por hectare.

Por outro lado, os gastos com defensivos e sementes apresentaram pequenas quedas no período. Os defensivos recuaram 0,10%, para R$ 912,09 por hectare, enquanto as sementes tiveram redução de 0,51%, chegando a R$ 844,46 por hectare.

Além do custeio, os indicadores de custo operacional também avançaram em julho. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,20%, para R$ 5.504,27 por hectare, enquanto o Custo Operacional Total (COT) aumentou 0,17%, alcançando R$ 6.067,89 por hectare.

Para calcular o ponto de equilíbrio da atividade, foi considerada a produtividade média das três últimas safras, de 123,83 sacas por hectare. Segundo os dados apresentados, o Imea ainda não possui uma estimativa de produtividade para a safra 2026/27.

Com essa referência, o ponto de equilíbrio foi estimado em R$ 44,45 por saca considerando o COE e em R$ 49,00 por saca considerando o COT.

Em julho de 2026, o preço médio negociado para o milho da safra 2026/27 ficou em R$ 46,12 por saca.

O valor é suficiente para cobrir o Custo Operacional Efetivo, cujo ponto de equilíbrio está em R$ 44,45 por saca. No entanto, permanece R$ 2,89 por saca abaixo do Custo Operacional Total, estimado em R$ 49,00.

O cenário indica uma situação mais apertada para os produtores mato-grossenses, especialmente quando considerados todos os custos envolvidos na produção.

Apesar de o preço do milho apresentar alta anual de 4,67% em relação à safra anterior, o avanço ainda ocorre em ritmo inferior ao aumento dos custos. No mesmo período, o custeio da cultura acumulou alta de 13,83%.

A diferença entre a evolução dos preços e dos custos reduz o espaço para recuperação das margens e mantém maior pressão sobre a rentabilidade da produção de milho em Mato Grosso na safra 2026/27.

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