O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA) realizou, na terça-feira (28), uma reunião com produtores rurais na Escola Estadual Boa Esperança, na região da Pista do Cabeça, em Alta Floresta, após a confirmação de um foco de raiva bovina na região. O encontro teve como objetivo orientar os pecuaristas sobre medidas de prevenção e controle da doença, considerada de risco devido à possível atuação de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.
De acordo com o INDEA, 142 propriedades rurais estão localizadas dentro de um raio de 10 quilômetros da área afetada, formando a zona de vigilância sanitária. Esse perímetro exige atenção redobrada das autoridades e dos produtores, com intensificação das ações de monitoramento e controle para evitar a disseminação da doença no rebanho.
Durante a reunião, que contou com a participação de aproximadamente 70 produtores, técnicos do órgão apresentaram informações sobre a raiva bovina, suas formas de transmissão, sintomas e medidas de prevenção. Também foi reforçada a obrigatoriedade da vacinação emergencial dos animais, que deve ser realizada em duas doses, com intervalo de 30 dias entre as aplicações.
Segundo Anselmo Loose, do INDEA em Alta Floresta, o foco identificado já está controlado. “As mortes cessaram e o trabalho teve boa adesão dos produtores presentes. Já iniciamos as notificações e seguimos com o monitoramento desde a última sexta-feira”, afirmou.

O órgão também informou que há um total de 162 produtores e responsáveis por propriedades na lista de acompanhamento, considerando casos de arrendamento na região. A meta é alcançar todos os envolvidos para garantir a cobertura vacinal e a atualização das informações sanitárias do rebanho.
Como parte das ações contínuas, o INDEA realizará um novo atendimento no dia 13 de maio, das 9h às 16h, no mesmo local. Na ocasião, os produtores deverão apresentar as notas fiscais das vacinas aplicadas e efetuar a declaração atualizada do estoque de rebanho.

A raiva bovina é uma doença viral que pode causar prejuízos significativos à pecuária e também representa risco à saúde pública. Por isso, o acompanhamento das autoridades sanitárias e o cumprimento das medidas recomendadas são considerados essenciais para conter novos casos e preservar a produção rural na região.
