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Confinamento de gado soma mais de 837 mil cabeças em MT

O confinamento de gado de corte em Mato Grosso somou mais de 837 mil cabeças em 2021, o que representa um acréscimo de 1,84% quando comparado com os números consolidados de 2020. Os dados fazem parte do terceiro levantamento das intenções de confinamento referentes a 2021, realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A pesquisa contou com a participação de 138 produtores, o que correspondeu com 75,4% do total da amostra em análise. Desse montante, cerca de 59% dos entrevistados informaram que confinaram ou pretendem confinar em 2021, enquanto aproximadamente 41% não irão realizar o confinamento.

Apesar de os números serem superiores aos de 2020, o confinamento realizado registrou decréscimo de 5,32% quando comparado com a intenção de confinamento anterior, divulgado no mês de julho. A redução é uma das consequências da suspensão das exportações para a China, principal comprador da carne bovina mato-grossense.

Com a ausência e sem retorno pré-estabelecido desse importante comprador, a arroba do boi gordo teve decréscimo, o que levou alguns confinadores a buscarem alternativas para minimizar as perdas. Entres elas, a entrega dos animais mesmo diante do recuo no preço do animal, em razão da elevada cotação no custo da diária do animal.

Outra solução foi postergar a entrega dos animais terminados, por meio da alteração na formulação da ração e a destinação dos animais ao pasto para que a engorda fosse mais lenta, na expectativa de valorização da arroba no curto prazo.

Já a terceira estratégia englobou aqueles que iriam realizar o terceiro giro de confinamento, ou que estavam no início do processo de engorda dos animais. Muitos deixaram de adquirir os animais de reposição ou de deixar seus animais no pasto.

Por essa razão, a quantidade de animais confinados teve registro de queda no comparativo, contudo, essa situação não afetou diretamente todos os produtores do Estado, que demonstram interesse em manter a utilização da técnica.

“A ferramenta confinamento tem sido utilizada em um número maior em relação aos anos anteriores mesmo com toda a situação da variação do valor da arroba no ano de 2021. A expectativa de melhora de preço da arroba pode ainda trazer um crescimento de animais confinados”, avaliou o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita.

Impacto nas regiões

Nas regiões centro-sul, médio-norte e oeste, houve acréscimo no volume de bovinos confinados, pois a garantia desses animais ocorreu mais cedo e a entrega, em sua maioria, se concentrou no mês de outubro.

Já a região sudeste foi a que mais impactou para essa variação negativa, com queda de 39,31% na quantidade de animais. Esse resultado está associado àqueles que iriam para o terceiro giro de confinamento, ao qual a procura e a destinação deles ocorrem com mais intensidade no último trimestre do ano.

“A movimentação nas regiões esteve diretamente relacionada com o poder do pecuarista em manter seus animais numa engorda mais lenta, já que os custos da diária estiveram mais elevados na média mato-grossense”, informou o Imea.

Fonte
Acrimat
BEIRA RIO INTERNO

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