Os abates de bovinos em Mato Grosso somaram 609,83 mil cabeças em julho de 2026, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O volume representa uma queda de 1,53% em relação a junho e de 7,11% na comparação com julho de 2025. O principal fator para a retração foi a menor oferta de fêmeas para abate, em um cenário de retenção de matrizes para recomposição dos rebanhos.
Em julho, foram abatidas 263,14 mil fêmeas, quantidade 12,69% inferior à registrada em junho e 17,11% menor que a de julho do ano passado. As fêmeas responderam por 43,15% do total de bovinos abatidos no Estado no período.
De acordo com a análise dos dados, a redução está relacionada ao movimento de retenção de matrizes por parte dos pecuaristas. A estratégia ocorre diante de preços mais atrativos para as categorias de reposição, favorecendo a permanência de fêmeas no campo para reprodução e recomposição do rebanho.
Na direção oposta, o volume de machos enviados aos frigoríficos apresentou crescimento. Em julho, foram 346,69 mil cabeças, alta de 9,06% em relação a junho e de 2,25% frente a julho de 2025.
O aumento dos abates de machos ajudou a reduzir o impacto da menor oferta de fêmeas sobre o resultado geral do mês. A maior disponibilidade dessa categoria também contribuiu para o atendimento da demanda das indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso.
Apesar desse movimento, o crescimento dos abates de machos não foi suficiente para compensar a retração observada entre as fêmeas, resultando na queda do volume total de bovinos abatidos no Estado.
O comportamento observado em julho indica um mercado marcado por uma oferta mais limitada de bovinos para abate, especialmente de fêmeas. A manutenção da retenção de matrizes pode continuar influenciando a disponibilidade de animais destinados aos frigoríficos nos próximos meses.
Nesse contexto, a expectativa apontada a partir dos dados é de continuidade de uma oferta mais restrita de bovinos para abate, com possível reflexo sobre o mercado do boi gordo em Mato Grosso, especialmente diante da menor participação das fêmeas na composição dos abates.
A evolução dos preços das categorias de reposição e as decisões dos pecuaristas sobre retenção ou descarte de matrizes serão fatores importantes para definir o comportamento da oferta nos próximos meses.
