quinta-feira, 21 maio, 2026
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MT tem maior número de mortes por dengue em 14 anos

Mato Grosso registra este ano o maior número de mortes por dengue desde 2010, com 39 óbitos. Somente nos últimos cinco anos, as mortes por dengue aumentaram 116%, conforme dados da Secretaria do Estado de Saúde (SES-MT). Em 2024, já são 43.523 casos prováveis de dengue, contra 28.612 em 2023.

Os anos que registraram o maior índice de mortes por dengue, nas últimas duas décadas, em Mato Grosso, conforme dados do Ministério da Saúde, foram 2009, com 56 óbitos, e 2010, com 52 mortes. O número baixou no ano seguinte, mas voltou a subir em 2012 e 2013, período em que foram registrados os primeiros casos da dengue tipo 4 na região. O registro da nova tipologia do vírus aumentou a incidência da doença, em sistemas imunológicos que já estavam fragilizados e gerou reações exageradas e fatais.

Em 2012, Mato Grosso registrou 14 óbitos e 27 no ano seguinte. Após esse período de novos casos, até 2019 foram registrados, em média, cinco mortes por ano. O cenário mudou novamente em 2020, quando Mato Grosso, de acordo com o boletim epidemiológico da SES, registrou 18 mortes, 13 no ano seguinte, aumentando novamente para 21 em 2022, passando para 23 no ano passado e, até o momento, 39 óbitos confirmados este ano. O município que mais registrou óbitos em 2024 foi Pontes e Lacerda, com oito casos.

Jussara Iurk, gerente de Animais Sinantrópicos do Centro de Zoonoses de Cuiabá, explica que uma das razões para este aumento significativo é a negligência das pessoas ao não cuidarem dos focos do mosquito Aedes aegypti.

Jussara Iurk explica que a dengue está deixando de ser uma doença sazonal, visto que as infecções sempre se agravavam no período chuvoso, devido ao acúmulo de água, mas agora a doença é registrada o ano inteiro, inclusive nos períodos de estiagem severa. Ela aponta que o ovo do mosquito consegue ficar 400 dias no seco e quando entra em contato com a água acumulada, ele eclode. Caso a mãe do filhote esteja infectada com o vírus, ele já nasce infectado e transmissor das arboviroses.

“Antes tinha pouca circulação do mosquito, mas agora está disseminado, com o número de criadouros aumentando e as pessoas não estão cuidando. Tudo favorece esse mosquito e, infelizmente, por mais que a gente fale, sempre olhamos para a casa do vizinho e esquecemos de olhar a própria casa. A população não é educada o suficiente para evitar, porque é uma doença totalmente prevenível, mas infelizmente as pessoas não têm esse hábito ainda”.

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