quarta-feira, 22 abril, 2026
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Coronavírus: MT já pode ter 300 mil infectados

Ao evitar fazer projeções sobre o avanço ou desaceleração da Covid-19 em Mato Grosso, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse, na quarta-feira (15), em uma live, que o Estado ainda não alcançou um platô na curva de casos e de mortes em função da doença.

Além disso, após cerca de quatro meses de pandemia, a estimativa é de que 300 mil pessoas já tenham sido contaminadas pela Covid-19 no território mato-grossense.

Essa quantidade leva em conta estudos nacionais e internacionais que apontam que, para cada caso confirmado, existam outros 10 desconhecidos ou não rastreado pelos serviços de Saúde.

Isso se deve à própria característica da infecção, na qual cerca de 80% da população apresenta sintomas leves ou são assintomáticos e não procuram assistência médica.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população mato-grossense é de aproximadamente 3,4 milhões habitantes.

“Não dá para fazer uma projeção sobre o pico da pandemia no Estado. Isso está muito relacionado ao comportamento da população. Fazer essa futurologia sobre quando será o pico – e estamos dizendo isso desde o início da pandemia – é uma resposta difícil. Todos que já se atreveram falar sobre isso erraram”, disse Figueiredo, durante transmissão pelas redes sociais, ao ser indagado sobre o pico da doença no interior mato-grossense.

O platô é um termo utilizado pelas autoridades de Saúde quando há uma estabilização da evolução dos índices.

Contudo, o secretário acredita que essa estabilização ainda está distante.

“Não chegamos no pico. Estamos numa curva ascendente. Hoje, se formos analisar  à luz dos nossos números, temos 29 mil infectados oficialmente, ou seja, são só daqueles que fizeram o teste e passaram por um sistema de registro. Sempre dissemos que, muito provavelmente, o número de pessoas infectadas, em Mato Grosso, é dez vezes maior do que oficialmente registrado. Os assintomáticos sequer souberam que pegaram a Covid-19. Então, podemos assegurar que mais ou menos 300 mil pessoas em Mato Grosso já foram infectadas. Nós podemos assegurar que temos mais ou menos 16% da população infectadas. Isso é pouco para chegar no platô, para chegar no pico porque tem muita gente para ser infectada e é uma coisa natural que vai acontecer”, disse.

Diante desses números, a questão é determinar se a infecção de toda a população será ao mesmo tempo ou será distribuída por determinado período dentro da capacidade dos leitos hospitalares disponíveis, ou até que se encontre uma vacina ou tratamento específico.

“Mas, essa decisão não depende apenas de decretos. Os prefeitos estão fazendo decretos, mas as pessoas continuam fazendo festas, se aglomerando e não usando máscaras. Então, parece que a nossa opção, enquanto cidadão, é infectar todo mundo de uma vez só e, por isso, faltam leitos para atender toda a população. Quando mais rápida for a infecção, mais rápido chegaremos no pico. Mas ainda não estamos no pico e acredito que vamos avançar com essa pandemia e ela vai estar presente na nossa vida com bastante frequência até o fim do ano”, afirmou Figuieredo

Para o secretário, a queda no número de casos será gradual.

“Vai chegar um momento que vamos chegar no pico e o número de pessoas internadas precisando de UTIs vai se diluir muito ao longo do tempo porque a grande maioria em leitos de enfermaria e, muito provavelmente, vai precisar de UTI. Então, vamos ter uma queda gradual lenta e tênue de decréscimo dessa infecção e, por isso, nós vamos conviver com ela mais vezes’, destacou.

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