A Secretaria Municipal de Saúde de Alta Floresta publicou, em 30 de abril de 2026, a Nota Técnica nº 001/2026, que estabelece um novo fluxograma de atendimento para pacientes com sintomas gripais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h). O documento também orienta o uso do antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) em grupos específicos e atualiza medidas de prevenção não farmacológicas, com base em diretrizes nacionais e na necessidade de adaptação ao cenário epidemiológico atual.
A normativa foi elaborada pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde, com respaldo em documentos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Entre os objetivos, estão a padronização do atendimento, a racionalização do uso de medicamentos e o fortalecimento das estratégias de vigilância e controle de vírus respiratórios, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).
Pelo novo fluxo, pacientes com sintomas gripais devem procurar, preferencialmente, a UBS de referência durante os dias úteis. Já nos períodos noturnos, fins de semana e feriados, o atendimento deve ser buscado na UPA 24 horas. O uso de máscara facial passa a ser obrigatório nesses atendimentos, com fornecimento garantido pelas unidades de saúde quando necessário.
A nota técnica também determina o reforço na higienização dos ambientes e orienta profissionais e usuários sobre a chamada “etiqueta respiratória”, que inclui medidas como cobrir o rosto ao tossir ou espirrar e evitar contato físico em caso de sintomas.
No que diz respeito ao tratamento, o documento detalha a indicação do fosfato de oseltamivir, antiviral utilizado contra o vírus influenza. O medicamento deve ser priorizado para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e para pacientes com Síndrome Gripal (SG) que apresentem fatores de risco para complicações, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou imunossupressão.
A orientação é que o tratamento seja iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, mesmo sem confirmação laboratorial, desde que haja avaliação médica. A prescrição segue protocolos definidos, com doses ajustadas conforme idade e peso do paciente.
A Secretaria ressalta que o uso do oseltamivir deve ser racional, uma vez que o medicamento é específico para influenza e não tem eficácia contra outros vírus respiratórios, como o SARS-CoV-2. O uso inadequado pode comprometer a efetividade do tratamento e contribuir para resistência viral.
Outro ponto abordado é o fluxo de distribuição do medicamento, que permanece sob responsabilidade da Vigilância Epidemiológica municipal. As unidades de saúde devem encaminhar notificação, prescrição médica e, quando disponível, resultado de exame para retirada do antiviral.
A nota técnica reforça ainda que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves de doenças respiratórias. A imunização contra influenza, Covid-19 e, mais recentemente, contra o VSR em gestantes, é destacada como estratégia essencial para reduzir hospitalizações e óbitos.
Além da vacinação, o documento elenca medidas não farmacológicas, como isolamento de casos confirmados, uso de máscaras em situações de risco, higienização frequente das mãos e ventilação de ambientes. Os períodos de isolamento variam conforme o quadro clínico, podendo chegar a até 20 dias em casos graves.
Para contatos assintomáticos, não há recomendação de quarentena, mas é indicado o uso de máscara e monitoramento de sintomas por até 10 dias após a exposição.
No ambiente escolar, a orientação é manter atividades presenciais, sem suspensão de aulas, mesmo diante de casos de gripe. No entanto, alunos e profissionais com sintomas devem permanecer em casa até a melhora clínica. Medidas de higiene e ventilação devem ser intensificadas.
A nota também atualiza definições clínicas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, com critérios objetivos para identificação e manejo dos casos.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o documento tem caráter orientativo e poderá ser atualizado conforme a evolução do cenário epidemiológico. A medida busca garantir maior eficiência no atendimento à população e reduzir a transmissão de doenças respiratórias no município.
