Um homem de 21 anos, apontado como um dos suspeitos de envolvimento na morte do estudante de Direito Vítor Ursulino Alves, de 23 anos, foi preso pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (14), em Colíder, no norte de Mato Grosso. A prisão ocorreu por volta das 11h20, no bairro Bom Jesus, durante uma ocorrência que resultou no cumprimento de um mandado de prisão em aberto.
Segundo o boletim de ocorrência, a 1ª Companhia da Polícia Militar recebeu uma denúncia de que dois indivíduos teriam entrado em uma residência na região. Conforme o relato encaminhado à equipe, os homens estariam usando roupas escuras e carregando uma bolsa preta, além de haver suspeita de que estivessem envolvidos com a comercialização de drogas.
Durante a aproximação da guarnição, um dos suspeitos teria percebido a presença dos policiais e corrido para uma residência localizada nos fundos do endereço informado.
Os policiais realizaram o acompanhamento e, ao entrarem no imóvel, identificaram o homem. Durante a checagem, a equipe constatou que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.
Diante da ordem judicial, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Colíder para as providências cabíveis. Conforme o registro policial, ele não apresentava lesões corporais no momento da prisão.
A prisão ocorre no contexto da investigação sobre o desaparecimento e a morte de Vítor Ursulino Alves, estudante do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
Vítor desapareceu em 11 de junho, após sair das aulas. O caso mobilizou as forças de segurança e levou à deflagração da Operação Caronte, conduzida pela Polícia Civil com o objetivo de localizar o estudante e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
Nove dias depois, em 20 de junho, o corpo de Vítor foi localizado em uma área de mata em Colíder.
Durante as primeiras ações da investigação, dois suspeitos morreram em confrontos com policiais durante o cumprimento de ordens judiciais relacionadas ao caso.
A prisão registrada nesta sexta-feira representa mais uma etapa relacionada à investigação. O homem permanece à disposição da Justiça, e as circunstâncias e eventual participação dele no crime devem ser apuradas no curso do processo investigativo.
