O empresário e proprietário de uma loja de artigos de caça e pesca localizada na Avenida Ludovico da Riva, nas proximidades da Praça da Cultura, em Alta Floresta, relatou os momentos de tensão vividos durante o assalto registrado na manhã desta terça-feira (21). Durante a ocorrência, um dos suspeitos foi baleado e morreu, outro foi preso pela Polícia Militar e um terceiro conseguiu fugir, sendo procurado pelas forças de segurança.
Em entrevista concedida à Rádio Progresso, o empresário descreveu como a ação criminosa aconteceu e afirmou que ainda tenta assimilar o impacto psicológico provocado pela situação. Segundo ele, os criminosos chegaram ao estabelecimento por volta das 7h15, momento em que sua esposa e uma funcionária abriam a loja.
Enquanto isso, ele permanecia em casa, preparando-se para seguir até a fábrica de barcos da família, quando recebeu um aviso da esposa informando que o local estava sendo alvo de um assalto.
“É uma situação que a gente não consegue nem entender direito ainda. A gente leva um impacto muito grande, mas graças a Deus estamos bem”, afirmou.
De acordo com o relato, ao ser informado da invasão, ele conseguiu se esconder dentro da residência. Segundo o empresário, os assaltantes exigiam que ele aparecesse, sob ameaça de efetuarem disparos caso não fosse encontrado.
Mesmo escondido, conseguiu acionar imediatamente a Polícia Militar.
“Eu consegui me esconder dentro de casa e ligar para a polícia. Depois houve o confronto, mas eu não sei exatamente o que aconteceu lá fora”, disse.
Durante a entrevista, o empresário contou que sua esposa e a funcionária foram rendidas pelos criminosos e tiveram as mãos amarradas enquanto eram obrigadas a indicar onde estariam armas de fogo.
Segundo ele, a empresa já comercializou armamentos no passado, mas atualmente não possuía esse tipo de material no local.
“Eles amarraram minha esposa e a funcionária para levá-las até onde já tivemos arma no passado, mas não havia nada lá”, explicou.
Apesar do trauma, o empresário destacou que ninguém da família ficou ferido.
“O mais importante é que preservamos nossas vidas. O psicológico fica abalado, isso é natural, mas graças a Deus estamos todos bem.”
Durante a entrevista, o comerciante também comentou sobre informações falsas que passaram a circular logo após a ocorrência.
Segundo ele, diversas versões sem confirmação foram divulgadas nas redes sociais e por aplicativos de mensagens, incluindo rumores sobre mortes de outras pessoas envolvidas.
“Já começaram a surgir várias conversas dizendo que morreu uma mulher, que não sei quem matou quem. Nós não tivemos envolvimento nenhum nisso. Vieram procurando dinheiro e armamentos que nós não temos.”
O empresário fez questão de agradecer à atuação da Polícia Militar, ressaltando que o atendimento ocorreu poucos minutos após o acionamento.
Segundo ele, a rapidez da resposta foi decisiva para impedir que a ocorrência tivesse consequências ainda mais graves.
“Parabéns à guarnição que nos socorreu. Eles chegaram muito rápido, acho que em um ou dois minutos. Agradeço muito a Deus por vocês existirem e por terem agido da forma que agiram.”
Conforme divulgado anteriormente, três suspeitos participaram do assalto. Durante a intervenção policial, um deles foi baleado, recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Outro integrante do grupo foi preso pela Polícia Militar.
O terceiro suspeito conseguiu fugir e continua sendo procurado pelas forças de segurança.
