O Mato Grosso ocupa a 14ª posição entre as 27 unidades da Federação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, com pontuação de 61,38, resultado que coloca o estado acima de diversas unidades da Federação, mas ainda abaixo da média dos estados com melhor desempenho no país. O levantamento foi divulgado em maio e analisa a qualidade de vida da população a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, sem utilizar critérios econômicos como renda ou Produto Interno Bruto (PIB). (IPS Brasil)
O IPS Brasil é elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com o Social Progress Imperative e outras instituições, e avalia aspectos relacionados às necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades para a população. A metodologia busca medir os resultados efetivamente percebidos pelos cidadãos, oferecendo um panorama mais amplo sobre a qualidade de vida nos municípios brasileiros.
Embora Mato Grosso possua uma das economias mais fortes do país, impulsionada principalmente pelo agronegócio, o relatório demonstra que crescimento econômico não significa, necessariamente, melhor desempenho social. O estado aparece atrás de unidades como Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, evidenciando que ainda existem desafios importantes para transformar desenvolvimento econômico em melhorias diretas para a população.
Entre os principais desafios apontados pelo relatório para estados inseridos na Amazônia Legal, grupo do qual Mato Grosso faz parte, estão os indicadores relacionados à qualidade do meio ambiente. Segundo os pesquisadores, o avanço do desmatamento, a supressão da vegetação nativa e as emissões de gases de efeito estufa influenciam negativamente o desempenho da região nesse componente do índice.
Outro ponto de atenção identificado pelo IPS está na dimensão Oportunidades, considerada a mais crítica em praticamente todo o Brasil. Essa dimensão reúne indicadores relacionados aos direitos individuais, inclusão social, acesso ao ensino superior e liberdade de escolha, áreas que continuam apresentando desempenho inferior às demais em nível nacional.
