Uma família de Alta Floresta viveu um momento especial durante um dia de lazer e pescaria no rio Teles Pires. Enquanto estavam aproveitando a pescaria, eles registraram o flagrante de uma harpia, considerada a maior ave de rapina das Américas.
Conforme o leitor do portal Notícia Exata, Sírio Müller, o registro foi feito na tarde da última sexta-feira (13), na região conhecida como Vaca Branca, em Alta Floresta. Segundo ele, a família estava “apoitada” no rio praticando a pesca quando a ave pousou em uma árvore próxima.
De acordo com o relato, o animal chamou a atenção por seu grande porte e pelo fato de estar carregando alimento no momento em que pousou na árvore, permitindo que o flagrante fosse registrado em fotos.
O registro feito pela família em Alta Floresta chama atenção justamente pela raridade de observar a ave tão de perto, reforçando a importância da preservação das áreas naturais da região.
Segundo informações do Projeto Harpia, a Harpia harpyja, conhecida popularmente como gavião-real, pode atingir cerca de 1,05 metro de comprimento e até 2,1 metros de envergadura entre as pontas das asas.
O peso varia conforme o sexo da ave. Os machos podem pesar entre 3,5 e 4,5 quilos, enquanto as fêmeas, maiores, podem atingir entre 5,5 e 7 quilos, o que a torna a maior águia das Américas e a maior ave de rapina do Brasil.
Quando adulta, a harpia apresenta cabeça cinza com um penacho formado por duas penas mais longas, além de uma faixa de penas pretas no pescoço. As partes superiores das asas e o dorso são pretos, enquanto a cabeça e a garganta apresentam tonalidade cinza-claro. Já os indivíduos jovens possuem plumagem mais clara, variando entre o branco e o cinza, levando de cinco a sete anos para atingir a plumagem adulta.
A harpia habita florestas densas de baixada e de altitude, podendo ocorrer em áreas de até 2 mil metros. Embora prefira grandes áreas preservadas, a espécie também pode aparecer em fragmentos florestais que possuam boa disponibilidade de presas.
É uma ave conhecida por seu comportamento discreto. Normalmente permanece pousada entre as copas das árvores e raramente é vista voando acima do dossel ou em áreas abertas.
Historicamente, sua distribuição se estende do sul do México até a Bolívia, nordeste da Argentina e grande parte do território brasileiro, sendo mais comum em regiões de floresta preservada como a Amazônia e áreas protegidas da Mata Atlântica, além de registros também no Cerrado e no Pantanal.


