quarta-feira, 22 maio, 2024
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Alta Floresta: workshop com pauta de cadeia produtiva da madeira conta com presença do setor de base florestal

Realizado na terça-feira, dia 26 de março, no auditório do Museu de História Natural da Unemat, Campus Alta Floresta, o Workshop “Impactos da identificação incorreta de espécies na cadeia produtiva da madeira e na conservação da floresta” teve como objetivo discutir o problema, apresentar recomendações e definir estratégias com todos os envolvidos na cadeia produtiva da madeira.

Segundo a professora doutora da Unemat, Campus Alta Floresta, Célia Regina Araújo Soares, esse momento aproxima os atores. “Hoje estão presentes a academia e a cadeia produtiva. É um momento importante para que tenhamos as condições de discutir os problemas e como fazer para mudar o processo, onde o plano de manejo é a melhor forma de sustentabilidade”, disse.

Foto: Assessoria

A Coordenadora do Desenvolvimento Florestal da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso (SEDEC), Camila Bez Batti, afirma que ao participar deste encontro é possível conhecer as necessidades do mercado e entender o processo. “Hoje foi possível identificar a real importância dessa pesquisa financiada pelo REM Mato Grosso. Observo a necessidade de levar o conhecimento para a ponta, onde os engenheiros florestais estão atuando e que são os responsáveis por essa identificação”, pontua.

O Programa REDD Early Movers (Programa REM MT) atua em Mato Grosso desde 2017, após o estado ter reduzido 90% do desmatamento ilegal por 10 anos. O programa beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, as comunidades tradicionais, produtores rurais sustentáveis e os povos indígenas, e fomenta iniciativas que estimulam a agricultura de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir as emissões de CO2 no planeta.

Foto: Assessoria

Para a superintendente de Gestão Florestal da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Tatiana Paula Marques de Arruda, a participação da academia é muito importante para todo o processo. “Traz um respaldo técnico e científico na identificação botânica dos planos de manejo, o que garante a biodiversidade das florestas de Mato Grosso, bem como garante segurança em toda a cadeia produtiva na identificação das espécies”, disse.

Ainda segundo a superintendente, além desta identificação mais precisa com esta lista das essências mais comercializadas no Estado, vai garantir um banco de dados mais preciso para o nosso sistema de licenciamento. É importante lembrar que a Sema tem investido na melhoria de seus serviços on-line, como por exemplo, o SisFlora 2.0. Para alcançar essas melhorias a Secretaria tem dado voz ao setor produtivo, para que sejam ofertadas soluções eficientes ao setor de base florestal.

O presidente do Cipem e Simenorte, Ednei Blasius, considera o workshop um momento importante, no qual é possível discutir os impactos das identificações das espécies arbóreas. “Estamos aqui para entender os estudos que estão sendo realizados. Quais são as espécies vulneráveis, espécies que estão ameaçadas de extinção e espécies comerciais. Da correlação do nome vulgar e científico. E essa comunicação entre os entes envolvidos é muito importante para todos nós. Também temos a oportunidade de colocarmos nossa opinião e contribuir com ideias”, concluiu.

Essa iniciativa contou com palestras, mesa redonda, onde houve um amplo espaço de debates, sempre com objetivo de mostrar o melhor caminho e corrigir erros na identificação das essências.

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