Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha” e apontada pelas autoridades como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, voltou à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, no fim da tarde de terça-feira (20), após permanecer mais de um ano foragida.
Com condenações que somam 260 anos de prisão, ela começará a cumprir a pena em regime disciplinar diferenciado (RDD), conforme informou o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
A medida foi autorizada por decisão judicial e terá duração inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação. Na prática, o regime prevê isolamento, restrições ao contato com outras detentas, visitas em períodos reduzidos e maior controle sobre a rotina dentro da unidade prisional.
Em entrevista à imprensa, o delegado explicou que as condições impostas incluem períodos menores fora da cela, restrições no banho de sol e vigilância reforçada por parte das policiais penais responsáveis pela unidade.
“Para ficar mais explicável, é um isolamento. Então ela tem direitos de prisioneira cerceados”, afirmou Victor Hugo. Segundo ele, as restrições também envolvem o tempo destinado às visitas e a ausência de contato com outras presas.
Angélica havia fugido da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto em agosto de 2025, aproveitando uma obra realizada no muro da unidade prisional. Ela permaneceu foragida por mais de um ano, até retornar à prisão na terça-feira (20).
A aplicação do regime disciplinar diferenciado foi justificada pelo delegado com base na avaliação de que a mulher representa alto risco, considerando as condenações acumuladas e as suspeitas de envolvimento em crimes na região norte de Mato Grosso.
