A Escola Militar do Corpo de Bombeiros, Dom Pedro II, localizada em Alta Floresta, foi fundada no dia 05 de abril de 2018 e teve sua aula inaugural no dia 1º de agosto do mesmo ano. A unidade é fruto de uma parceria entre Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Prefeitura Municipal de Alta Floresta.
Mas desde que foi implantada, sempre funcionou em ambiente físico improvisado, em salas em anexo ao complexo esportivo da cidade, o local foi cedido pelo poder público municipal que se comprometeu com a instituição em destinar um espaço adequado para a escola que tem contribuído ao longo dos anos com ensino de qualidade para o município.
A falta de um prédio com estrutura mais ampla vem envolvendo a unidade de ensino em situações embaraçosas. Sempre que é ventilada a possibilidade de ser alocada em outro espaço, parte da comunidade se posiciona contrária, principalmente pais de alunos que estudam nos prédios onde é cogitada a migração da Escola Militar.
A mais recente é com o prédio que ainda não foi inaugurado de uma unidade de ensino que seria destinada a creche padrão localizada no bairro Bom Pastor. A obra desta escola foi iniciada em 2019, mas ainda não foi concluída totalmente.
Na tarde de ontem, quinta-feira (17), o diretor da Escola Militar, Major Evandro, cedeu entrevista ao Notícia Exata e falou sobre o impasse. Conforme Major Evandro, a escola quando veio a se instalar no município, houve um acordo entre Governo do Estado, SEDUC e Prefeitura Municipal, para que o município oferecesse o espaço físico adequado, algo que até hoje não foi cumprido.
“O gestor do município que está deixando o cargo este ano, Dr. Asiel, ele se comprometeu de ceder uma escola para ser implantada a escola militar e como não tinha uma escola em vista no momento, ele nos abrigou aqui no ginásio até que a obra de uma escola que está sendo construída pudesse ser repassada em termo de comodato. A escola não está pronta e estamos aguardando o novo prefeito para saber o que pode ser feito”, disse.
De acordo com Major Evandro, a Escola Militar Dom Pedro II no local em que está, não oferece condições para ampliar o número de vagas, bem como as salas existentes comportam um número pequeno de alunos.
“Não estamos aqui para brigar com A ou B, estamos aqui para apresentar resultados, somos funcionários do estado, estamos fazendo um trabalho no município e nós queremos a união de todos. Estamos aguardando, a única coisa que estamos cobrando o gestor que está saindo é cumprir o que foi acordado”, pontuou.
Major Evandro acredita que neste ano de 2020 não será mais resolvido o problema do espaço físico da escola, ele espera que próximo gestor Chico Gamba, possa resolver a situação.
“Vai ser colocado para 2021, estamos confiantes que vamos ter um espaço, que seja a escola prometida pelo prefeito atual ou não, nós só queremos trabalhar no espaço no qual foi feito um acordo há quase dois anos e meio, para que possamos trabalhar com qualidade maior para nossos alunos. Porque, com um simples espaço, com salas apertadas, sem sala de recursos, nós estamos mostrando para a sociedade altaflorestense que a escola militar é realidade e está dando resultado”, disse.
Assim como as demais escolas da rede estadual de Educação, a Escola Militar segue a matriz curricular da Seduc. Ela funciona em parceria com a Sesp, que é responsável pelas coordenadorias pedagógicas, administrativa e financeira. Os militares também são autorizados a ministraram aulas, desde que estejam devidamente habilitados, em consonância com a legislação educacional.
Possibilidade de parar atividades
Recentemente surgiram também vários comentários, principalmente por meio de redes sociais, de que a Escola Militar poderia parar suas atividades em Alta Floresta e seguir para outros municípios, como Colíder e Paranaíta.
Questionado sobre a situação, Major Evandro negou tal possibilidade, segundo ele hoje a Escola Militar Dom Pedro II é de Alta Floresta.
“Não há essa possibilidade da Escola Militar fechar as portas aqui em Alta Floresta, tem pessoas que jogam isso nas redes sociais, pessoas até maldosas e que não tem conhecimento de causa, não tem como ir embora a escola militar aqui de Alta Floresta. Colíder já teve o aval da secretaria de educação para sediar uma nova escola militar do Corpo de Bombeiros, assim como Cuiabá está correndo atrás. Esse benefício que veio aqui é para somar com o município, no resumo, estamos aqui para mostrar serviço de qualidade”, finalizou.


