domingo, 19 abril, 2026
InícioDesign da HomeDestaque com FotoAlta do diesel reacende debate sobre biodiesel como alternativa para conter preços

Alta do diesel reacende debate sobre biodiesel como alternativa para conter preços

Diante da alta do preço do diesel e das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o Unibio MT, sindicato que representa o setor, defende a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil no país.

A entidade avalia que a elevação do atual percentual de 15% (B15) para 16% (B16), com possibilidade de avanço até 20% (B20), pode ajudar a reduzir os impactos do aumento do petróleo no mercado interno.

Segundo a instituição, o cenário internacional pressiona os preços do barril de petróleo e tende a refletir diretamente no valor do diesel nas bombas. Em algumas regiões do país, o combustível já ultrapassa os R$ 9,00 por litro, enquanto o biodiesel (B100) em Mato Grosso está abaixo de R$ 5,70 por litro.

De acordo com o posicionamento do Presidente do Unibio MT, Henrique Mazzardo, a maior participação do biodiesel na mistura funcionaria como um contraponto à alta do diesel fóssil, contribuindo para conter pressões inflacionárias, especialmente em um momento estratégico para o agronegócio, com a colheita da safra de soja em andamento no estado.

A entidade também destaca que o Brasil ainda depende da importação de aproximadamente 25% do diesel consumido no país.

Esse cenário torna o mercado interno vulnerável às oscilações cambiais e aos movimentos internacionais das commodities energéticas, o que impacta diretamente os custos de transporte e logística.

Outro argumento apresentado pelo Diretor Executivo do UniBio MT, Alexandre Golemo, é a capacidade produtiva da indústria nacional de biodiesel. Segundo ele, o setor possui estrutura e experiência suficientes para atender ao aumento da mistura, ainda mais diante do contexto de supersafra agrícola e da disponibilidade de matéria-prima.

A ampliação do percentual de biodiesel na mistura também traria benefícios econômicos e estratégicos ao país, ao estimular a produção interna, reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer a cadeia produtiva nacional.

A entidade defende, no entanto, que a transição para o B16 ocorra com segurança jurídica e previsibilidade regulatória, garantindo confiança ao mercado e a qualidade do combustível ao consumidor final.

A proposta está alinhada à Lei do Combustível do Futuro, que prevê a ampliação da participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira.

Henrique Mazzardo também reafirma apoio do o UniBio MT a iniciativas que contribuam para a melhoria da qualidade dos combustíveis e para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Para a instituição, o aumento da mistura representa mais do que uma mudança regulatória. A medida é vista como uma estratégia para mitigar riscos externos, fortalecer a produção nacional e consolidar a transição energética do país, ampliando o uso de fontes renováveis em substituição aos combustíveis fósseis.

Participe do nosso grupo de Whatsapp

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais popular