O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, dois incêndios florestais registrados nos municípios de Guiratinga e em São Félix do Araguaia. Neste domingo (2.8), as equipes permanecem mobilizadas no combate a outros seis incêndios florestais nos municípios de Canarana, Guarantã do Norte, Nova Maringá, Colniza, Paranatinga e Dom Aquino.
Em Guiratinga, o incêndio florestal, que já estava controlado desde sábado (1º.8), foi totalmente extinto após a atuação das equipes em campo. Em São Félix do Araguaia, o combate também foi concluído com a extinção do incêndio, e as áreas permanecem sob monitoramento preventivo para evitar possíveis reignições e identificar eventuais focos remanescentes.
Já em Canarana, os bombeiros seguem no segundo dia de combate ao incêndio florestal. As equipes também permanecem empenhadas nas ocorrências registradas em Guarantã do Norte, Nova Maringá, Colniza, Paranatinga e Dom Aquino, com ações contínuas para conter o avanço do fogo e minimizar os riscos de propagação.
O trabalho em campo é realizado de forma estratégica, com atuação voltada à extinção dos focos ativos, ao monitoramento das áreas atingidas e à proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuam de forma integrada sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais no Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 36 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, 20 focos de calor estão no bioma Amazônia, 15 no Cerrado e um no Pantanal. Em terras indígenas, foram registrados 11 focos, distribuídos da seguinte forma: quatro na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína; três na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; e um na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo em áreas do Estado, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Chapada dos Guimarães, Guiratinga e São Felix do Araguaia.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
