sexta-feira, 28 agosto, 2026
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Corpo de Bombeiros combate 14 incêndios nesta quinta-feira (27) em municípios de MT

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta quinta-feira (27.8), 14 ocorrências de incêndios, distribuídas pelos municípios de Luciara, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Cocalinho, Água Boa, Paranatinga, Novo Mundo, Marcelândia, Cáceres, Ribeirão Cascalheira e Várzea Grande.

Em Nossa Senhora do Livramento, as equipes permanecem mobilizadas no combate a três focos de incêndio, sendo dois incêndios florestais às margens da MT-060. Em Novo Mundo, as equipes do Corpo de Bombeiros também atuam no combate a dois focos de incêndio registrados na cidade. Nos demais municípios, os bombeiros militares atuam no combate a uma ocorrência em cada localidade.

Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 185 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 108 focos de calor foram registrados no Cerrado, 73 na Amazônia e quatro no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados 72 focos de calor: 25 focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; 12 focos na Terra Indígena Ubawawe, em Novo São Joaquim; seis focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré, na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, e na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; cinco focos na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás; três focos na Terra Indígena Capoto/Jarina, em Peixoto de Azevedo; e um foco na Terra Indígena Cacique Fontoura, em Luciara, na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista, e na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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