quarta-feira, 24 junho, 2026
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Se fosse país, Mato Grosso seria o 3º maior produtor mundial de soja

Se fosse uma nação independente, Mato Grosso ocuparia a terceira posição no ranking mundial de produção de soja, ficando atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos.

Na safra 2024/25, o Estado ultrapassou a Argentina e colheu 300 mil toneladas a mais do grão, somando 50,6 milhões de toneladas. Além da soja, Mato Grosso também lidera a produção nacional de milho, algodão e carne bovina.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a base econômica do Estado é majoritariamente agrícola: 71% agricultura e 29% pecuária. O setor movimenta cerca de R$ 230 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, representando 56,2% do PIB agrícola brasileiro.

Esse desempenho explica parte da relevância do Brasil no agronegócio mundial. Na temporada 2024/25, a produção nacional de soja alcançou 169,49 milhões de toneladas, contra 118 milhões nos Estados Unidos. Somente Mato Grosso respondeu por 30,03% do volume brasileiro e 12,06% da safra global, com 50,6 milhões de toneladas — equivalente a quase metade da produção norte-americana. Mais de 60% dessa colheita tem como destino o mercado externo, seja em grão, óleo ou farelo.

O milho também confirma a força do Estado. Foram 55 milhões de toneladas nesta safra, mais que o dobro registrado há dez anos, o que corresponde a 40% da produção nacional. Aproximadamente metade é exportada, mas o consumo interno já representa 31,6% do total.

Segundo Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, a expansão está ligada ao avanço das biorrefinarias. “O milho em Mato Grosso foi impulsionado pelas biorrefinarias, que absorvem a produção regional. O consumo maior no Estado também beneficiou produtores do Sul, que já não enfrentam a concorrência do grão do Centro-Oeste”, explica.

Para Daniela Dalla Costa, pesquisadora da Fundação Mato Grosso, a industrialização acompanha esse crescimento. “Com elevada produtividade e disponibilidade de insumos, a logística se torna mais eficiente, atraindo novas indústrias. No médio-norte, por exemplo, cresce o número de usinas de etanol e derivados de milho”, destaca.

*com informações Estado de São Paulo

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