O mercado futuro do boi gordo encerrou a semana de 24 de julho com valorização em todos os contratos negociados. O maior avanço foi registrado no vencimento de agosto de 2026, cotado, em média, a R$ 348,85 por arroba, alta de 1,81% em relação à semana anterior. O movimento foi influenciado pela expectativa de uma oferta mais ajustada de animais terminados para abate e pela perspectiva de maior demanda nos próximos meses.
O contrato com vencimento mais próximo, referente a agosto de 2026, apresentou o maior crescimento percentual entre os vencimentos analisados. A valorização indica que o mercado passou a incorporar expectativas de menor disponibilidade de bovinos prontos para o abate no curto prazo.
Os contratos futuros com vencimento em outubro, novembro e dezembro de 2026 também registraram altas no comparativo semanal. As cotações avançaram 0,88%, 0,90% e 1,52%, respectivamente.
A valorização dos contratos para o último trimestre foi sustentada pela expectativa de aquecimento da demanda durante o período. Esse cenário contribuiu para manter as cotações futuras em patamares superiores aos observados no início dos respectivos vencimentos.
Após atingirem as máximas durante a semana, os contratos passaram por um movimento de correção. A oscilação refletiu uma reavaliação das perspectivas de curto prazo diante das incertezas relacionadas à intensidade da demanda externa.
Mesmo com o ajuste nas cotações, os contratos encerraram o período acima dos preços registrados na abertura dos respectivos vencimentos. O comportamento do mercado indica que as expectativas relacionadas à disponibilidade de animais e ao consumo no fim do ano continuam influenciando a formação dos preços futuros.
Nos próximos meses, o desempenho do mercado deverá seguir condicionado à oferta de bovinos terminados, ao ritmo das exportações de carne bovina e à evolução da demanda interna. Esses fatores poderão influenciar tanto as cotações do boi gordo no mercado físico quanto os preços negociados nos contratos futuros.
