Com o fim do vazio sanitário em 6 de setembro, teve início em Mato Grosso o período permitido para a semeadura da soja da safra 2026/27. Apesar da liberação para o plantio, o avanço das atividades ainda depende da regularização das chuvas e das condições de umidade do solo.
Em Mato Grosso, o início da semeadura ocorre de forma gradual, com os trabalhos de campo ainda em ritmo inicial. O cenário é diferente do observado no Paraná, onde as atividades já avançam em ritmo mais acelerado.
A condição climática também é acompanhada com atenção em outras regiões produtoras, como o Matopiba, onde o início dos trabalhos ocorre de maneira mais gradual.
Para os próximos dez dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê acumulados entre 30 e 50 milímetros em grande parte de Mato Grosso.
Caso a previsão se confirme, o volume de chuva poderá favorecer a continuidade dos trabalhos de semeadura, especialmente nas áreas em que as condições de umidade do solo forem adequadas.
Por outro lado, a redução das precipitações projetada para o período seguinte exige atenção. A menor disponibilidade de chuva pode prejudicar áreas que já tenham sido semeadas, dependendo das condições registradas após a implantação das lavouras.
Além da distribuição das chuvas, o cenário climático da primavera também é influenciado pela previsão de um El Niño de forte intensidade. Entre setembro e novembro, o RONI — índice utilizado para caracterizar a intensidade do fenômeno — é projetado acima de 2,0.
Diante desse cenário, o acompanhamento das condições climáticas ganha importância para o planejamento e a evolução da safra de soja em Mato Grosso.
A combinação entre umidade do solo, regularidade das chuvas e previsão para as próximas semanas será determinante para o ritmo de avanço da semeadura e para as condições das áreas já implantadas.
