Mato Grosso exportou 2,99 milhões de toneladas de milho da safra 2025/26 em agosto de 2026, um avanço de 89,48% em relação ao volume embarcado em julho, segundo dados da Secex. O aumento ocorre em um período tradicionalmente marcado pela aceleração das exportações do cereal no Estado.
Historicamente, os embarques de milho ganham ritmo a partir de agosto, quando a colheita é finalizada e há maior disponibilidade do cereal para comercialização. O período, portanto, concentra parte importante do escoamento da produção mato-grossense.
Apesar do crescimento expressivo na comparação mensal, o volume exportado em agosto ficou 24,95% abaixo do registrado em agosto de 2025.
De acordo com a análise, a redução está relacionada principalmente ao maior direcionamento da produção para o mercado doméstico. O fortalecimento da demanda interna tem contribuído para sustentar os preços do milho em Mato Grosso e aumentado a competitividade do mercado local em relação às exportações.
Exportações ainda terão papel importante
Mesmo com a maior absorção pelo mercado interno, o comércio exterior continua sendo estratégico para o escoamento da produção mato-grossense. A temporada 2025/26 deverá gerar uma oferta significativa de milho, exigindo maior ritmo de embarques nos próximos meses.
O Imea estima exportações de 24,10 milhões de toneladas de milho de Mato Grosso ao longo da temporada 2025/26. Com base nessa projeção, ainda restam aproximadamente 19,53 milhões de toneladas a serem exportadas nos próximos dez meses.
Esse volume é 3,50% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior, indicando que o mercado externo deverá continuar absorvendo uma parcela relevante da produção estadual.
Com a maior disponibilidade do cereal após a colheita e a necessidade de escoar parte da oferta, a expectativa é de que os embarques de milho de Mato Grosso ganhem força ao longo dos próximos meses.
O cenário também evidencia o equilíbrio entre dois importantes canais de comercialização: enquanto a demanda interna vem sustentando os preços e ampliando a competitividade do mercado doméstico, as exportações permanecem fundamentais para dar vazão ao excedente da produção estadual.
