Mato Grosso respondeu por 78,86% das exportações brasileiras de milho no início da safra 2025/26, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados em agosto de 2026. Até o fim de julho, o Estado havia embarcado 1,53 milhão de toneladas do cereal, volume 1,50% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.
No cenário nacional, o Brasil exportou 1,94 milhão de toneladas de milho até o final de julho. O resultado representa uma queda de 20,18% em comparação com a safra anterior.
De acordo com os dados divulgados, a redução dos embarques brasileiros esteve relacionada, em parte, à menor disponibilidade do cereal no mercado nacional. Entre os fatores apontados está o ritmo mais lento da colheita da segunda safra nos principais estados produtores, como Paraná e Mato Grosso do Sul.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. A maior disponibilidade do cereal no Estado, favorecida pela elevada produção estimada para a safra, permitiu a manutenção do ritmo de exportações e ampliou a participação mato-grossense nos embarques nacionais.
Pelo lado da demanda internacional, Egito, Israel e Espanha foram os principais destinos do milho mato-grossense no período. Juntos, os três países responderam por 54,13% do volume exportado pelo Estado.
O Egito liderou as compras, com 511,77 mil toneladas, registrando crescimento de 92,35% em relação ao mesmo período da temporada passada.
Na sequência aparecem Israel, com 206,49 mil toneladas, e Espanha, que adquiriu 110,33 mil toneladas de milho de Mato Grosso.
Os números mostram a relevância do Estado no comércio exterior brasileiro de milho no início da temporada 2025/26. Mesmo diante da retração dos embarques nacionais, Mato Grosso registrou crescimento no volume exportado e ampliou sua participação no mercado externo.
A combinação entre a maior disponibilidade do cereal no Estado e a demanda de compradores internacionais contribuiu para manter Mato Grosso como principal origem das exportações brasileiras de milho no período analisado.
