As exportações de carne bovina de Mato Grosso recuaram 11,75% em agosto de 2026, na comparação com julho, totalizando 72,30 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O resultado foi influenciado principalmente pela redução dos embarques para a China, principal destino da carne bovina mato-grossense. Em agosto, as vendas ao mercado chinês somaram 8,04 mil TEC, queda de 75,56% em relação ao mês anterior.
Segundo a análise apresentada, o movimento está relacionado ao atingimento da cota chinesa e à aplicação de uma sobretaxa de 55% sobre os volumes excedentes, medida que reduziu a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.
Outros mercados ampliam participação
Com a retração das compras chinesas, outros destinos passaram a ter maior peso nas exportações de carne bovina de Mato Grosso. Os embarques para os demais mercados avançaram 31,11% em agosto, ante julho, ajudando a limitar o impacto da menor demanda da China.
Entre os principais destaques estão a Rússia, com crescimento de 80,62%, as Filipinas, que ampliaram as compras em 57,11%, e os Estados Unidos, com alta de 55,23%.
O movimento mostra uma maior diversificação dos destinos da produção mato-grossense em um momento de menor participação do mercado chinês.
Cenário exige atenção para os próximos meses
Para os próximos meses, o setor mantém atenção voltada ao mercado internacional. A suspensão das compras pela União Europeia representa um fator de preocupação, principalmente pela importância do bloco para a carne brasileira, tanto pela remuneração quanto pela possibilidade de diversificação dos mercados compradores.
Por outro lado, os Estados Unidos podem ganhar espaço como destino da carne bovina brasileira. A ampliação temporária da cota de carne bovina isenta da tarifa adicional pode contribuir para absorver parte dos embarques nacionais.
O desempenho dos próximos meses dependerá, portanto, da capacidade de redirecionamento das exportações para outros mercados diante das restrições e mudanças nas condições de acesso aos principais destinos da carne bovina brasileira.
