Em um movimento que redefine a infraestrutura de saúde no Norte de Mato Grosso, o Governo do Estado oficializou a entrega do Hospital Estadual Alto do Tapajós em Alta Floresta. Mais do que o simbolismo da placa inaugurada, o foco agora se volta para o cronograma operacional: de acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a transferência completa dos serviços para a nova unidade ocorrerá em um prazo de 60 dias.
O anúncio foi feito durante a cerimônia de entrega da obra, um investimento que ultrapassa os R$ 250 milhões. Figueiredo enfatizou que a transição será gradual para garantir a segurança dos pacientes que já estão sob cuidados da rede estadual no município.
Diferente de inaugurações meramente protocolares, o secretário destacou que a complexidade de mover uma estrutura hospitalar exige cautela. O plano operativo desenhado pela SES-MT estabelece que:
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Próximos 60 dias: Período de transferência técnica e humana. Os servidores que hoje atuam na unidade antiga serão realocados para o novo prédio.
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Continuidade assistencial: O hospital atual não será “desligado” abruptamente. “Temos pacientes e equipes de plantão que não podem parar para uma festa. A transição é técnica e planejada”, pontuou o secretário.
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Destino da estrutura antiga: Após a conclusão da mudança para o Alto do Tapajós, o prédio antigo será devolvido à Prefeitura de Alta Floresta. A gestão municipal deverá transformar o local em um Hospital Municipal, com suporte financeiro do Estado.
Com uma área física imponente e equipamentos de última geração, Figueiredo não economizou nas comparações, afirmando que o nível de acabamento e tecnologia da nova unidade desafia o setor particular.
“O cidadão do SUS será recebido como se estivesse chegando em um hospital privado. Aliás, os hospitais privados vão ter que acelerar muito para chegar ao nível que estamos deixando as unidades do Estado”, afirmou o secretário.
A nova unidade não apenas substitui a antiga, mas amplia drasticamente o portfólio de serviços na região. Entre os destaques da nova estrutura estão:
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Diagnóstico por Imagem: Ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia e hemodinâmica.
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Oncologia: Após revisão do plano operativo, o hospital passa a ofertar tratamento oncológico, reduzindo a necessidade de deslocamento para a capital.
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UTIs: Serão 40 leitos de terapia intensiva no total, sendo 20 adultos, 10 pediátricos e 10 leitos de suporte especializado.
Uma mudança estratégica importante no plano operativo é a especialização das unidades. Enquanto o Hospital Estadual Alto do Tapajós focará em alta complexidade, cirurgias e UTI pediátrica/adulto, a parte de obstetrícia e ginecologia (incluindo partos e UTI Neonatal) será concentrada no futuro Hospital Municipal.
“Ajudamos o prefeito a desenhar o plano operativo daquela unidade. Lá ficará a ginecologia e a obstetrícia, enquanto aqui garantimos o suporte de alta complexidade para toda a região”, finalizou Figueiredo.
Com a entrega, o governo espera consolidar Alta Floresta como um polo regional de saúde, diminuindo o vazio assistencial e as longas viagens de pacientes do extremo norte em busca de atendimento especializado.
