Em uma ação coordenada na tarde deste sábado (14), a Polícia Militar, por meio da Força Tática e da Agência Regional de Inteligência (ARI) do 8º Batalhão de Alta Floresta ligado ao 9º Comando Regional, desferiu um duro golpe contra o crime organizado no bairro Jardim das Oliveiras. A intervenção resultou na prisão de um suspeito de alta periculosidade, na libertação de vítimas de tortura e na apreensão de um arsenal de entorpecentes.
A ocorrência foi registrada por volta das 15h30.
A Operação Tolerância Zero, teve início após o levantamento de informações sobre um crime de sequestro e cárcere privado em andamento. Ao chegarem à residência indicada, as equipes localizaram o suspeito, de 26 anos conhecido pela alcunha de “Tubarão”. Segundo a inteligência da PM, ele exerceria a função de “disciplina” dentro de uma facção criminosa, sendo responsável por aplicar castigos e coordenar atividades ilícitas na região.
No local, os policiais confirmaram que o imóvel funcionava não apenas como ponto de venda de drogas, mas também como base para crimes violentos, incluindo tortura e associação criminosa.
Durante a varredura no interior da casa, os militares encontraram uma estrutura completa para o refino e comercialização de substâncias ilícitas. Além de drogas convencionais como maconha e cocaína, chamou a atenção a quantidade de drogas sintéticas e insumos para a fabricação de entorpecentes caseiros.
Confira o balanço do material apreendido:
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13 aparelhos celulares
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01 videogame PS2
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01 rádio HT portátil com 02 carregadores
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05 caixas de frascos para lança-perfume
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06 litros de cola
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01 maquininha de cartão
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01 balança de precisão
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07 comprimidos de ecstasy
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206 micropontos de LSD
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04 porções de cocaína em envelopes
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22 porções pequenas de maconha
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01 porção média de maconha
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03 pedaços em barras de maconha
Além de “Tubarão”, uma mulher de 31 anos foi detida e um adolescente de 17 anos foi apreendido no local. A presença do menor de idade configura, além dos crimes de tráfico e sequestro, o crime de corrupção de menores.
Os suspeitos e todo o material foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde permanecerão à disposição da Justiça. As vítimas do sequestro e tortura receberão o acompanhamento necessário, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros membros da rede criminosa.
