Uma picape com indícios de adulteração dos sinais identificadores foi apreendida por policiais militares do motopatrulhamento tático RAIO, do 15º Comando Regional, na tarde de segunda-feira (6), em Peixoto de Azevedo. A ocorrência foi registrada por volta das 18h, na Rua Ministro César Cals, durante uma ação de fiscalização voltada ao combate à circulação de veículos suspeitos de clonagem e adulteração.
De acordo com o boletim da Polícia Militar, a equipe realizava rondas pela região central da cidade após receber informações sobre veículos que estariam circulando com possíveis irregularidades nos sinais identificadores. Durante a operação, os policiais localizaram uma Fiat Strada, cabine simples, cor branca, ano 2020, que correspondia às características informadas.
Durante a abordagem, o homem relatou que havia adquirido o veículo de boa-fé do suspeito. Segundo ele, o automóvel seria um entre vários veículos comercializados pelo vendedor na região.
Ainda conforme o relato prestado aos policiais, a negociação envolveu a entrega de dois veículos Volkswagen Gol G4, ano 2012, um Volkswagen Fox Rock in Rio, ano/modelo 2016, além do pagamento de R$ 41.800,00 via PIX. O comprador informou que apresentaria posteriormente os comprovantes referentes à transação.
Durante a inspeção veicular, a equipe do RAIO identificou diversos sinais considerados incompatíveis com os padrões originais de fabricação. Entre as irregularidades apontadas pelos policiais estavam:
- Alterações nos números de identificação gravados nos vidros;
- Inconsistências no QR Code da placa;
- Chassi com evidentes marcas de soldagem;
- Numeração do motor fora do padrão original do fabricante.
Segundo o registro policial, as características observadas são compatíveis com o mesmo modus operandi verificado em outras ocorrências semelhantes envolvendo adulteração de veículos.
Após a constatação das irregularidades, os policiais realizaram contato com o proprietário do veículo original.
Conforme o boletim de ocorrência, ele confirmou possuir a caminhonete legítima e, durante uma chamada de vídeo pelo WhatsApp, mostrou o automóvel estacionado na garagem de sua residência, reforçando os indícios de que o veículo abordado seria um clone.
Diante dos fatos, a picape foi apreendida e encaminhada para os procedimentos legais. O condutor também foi conduzido para esclarecimentos, uma vez que alegou ter adquirido o veículo de boa-fé.
O principal suspeito apontado na ocorrência é o homem citado como responsável pela comercialização do veículo.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que irá apurar a origem da caminhonete, a eventual participação de outras pessoas no esquema e a possível prática dos crimes relacionados à adulteração de sinal identificador de veículo automotor e à comercialização de veículos clonados.
