O motorista envolvido no acidente de trânsito que resultou na morte de uma jovem Camilly Carpinski Igino, de 18 anos na noite de quinta-feira (18), na rodovia MT-208, em Alta Floresta, apresentou sua versão dos fatos à Polícia Militar e recusou-se a realizar o teste de alcoolemia. A ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor e encaminhada à Polícia Judiciária Civil, que dará continuidade às investigações.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada pelo Corpo de Bombeiros para atender o sinistro registrado nas proximidades de uma empresa de armazenagem de grãos, localizada a cerca de sete quilômetros do Trevo São Cristóvão. No local, os militares encontraram uma colisão envolvendo um Chevrolet Prisma e uma motoneta Yamaha Fluo.
A condutora da motocicleta, única ocupante do veículo, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, enquanto o tráfego na rodovia foi controlado até a conclusão dos procedimentos periciais.

Após receber atendimento médico no Pronto Atendimento Municipal (PAM), o condutor do Chevrolet Prisma relatou aos policiais que trafegava pela MT-208 no sentido Carlinda–Alta Floresta quando observou uma carreta saindo de uma empresa de armazenamento de grãos às margens da rodovia e entrando na pista no sentido contrário, de Alta Floresta para Carlinda.
Segundo o relato do motorista, a condutora da Yamaha Fluo, que seguia no mesmo sentido da carreta, teria tentado desviar do veículo de carga, invadindo a pista contrária. Ainda conforme sua versão, a motocicleta acabou colidindo frontalmente com o automóvel que ele conduzia.

O boletim informa que uma testemunha ouvida no local apresentou relato compatível com a versão do motorista. No entanto, as circunstâncias do acidente serão analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação, que deverão considerar os laudos periciais e demais elementos reunidos durante o inquérito.
Durante os procedimentos policiais, foi oferecido ao motorista do Prisma o teste do bafômetro, mas ele optou por não realizar o exame. A recusa foi formalizada por meio do Termo de Constatação de Recusa, conforme previsto na legislação de trânsito.
Ainda de acordo com a ocorrência, o Chevrolet Prisma sofreu danos de grande proporção e foi removido por apresentar irregularidade no licenciamento. Já a motocicleta foi recolhida por serviço de guincho e encaminhada à Delegacia Municipal.
A Polícia Militar informou ainda que o motorista do carro possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida. Já a condutora da motocicleta não possuía habilitação para conduzir veículo automotor.
Após o registro da ocorrência, o motorista foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. Ele apresentava uma lesão no antebraço esquerdo, que, segundo informou aos policiais, foi causada pelo impacto da colisão.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do acidente e eventuais responsabilidades.
