As operações da Lei Seca realizadas ao longo do primeiro trimestre de 2026 em Mato Grosso, com foco em Alta Floresta, resultaram em um volume expressivo de autuações e prisões, reforçando o combate à condução sob efeito de álcool e outras irregularidades no trânsito.
Conforme levantamento feito pelo Notícia Exata, com base nas operações realizadas, entre janeiro e março, foram promovidas seis edições da operação em diferentes pontos estratégicos da cidade, com atuação integrada de forças de segurança e fiscalização, como Polícia Militar, Polícia Civil, Ciretran, Secretaria Municipal de Trânsito, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Politec.
Balanço consolidado
Ao todo, as ações somaram:
- 346 autos de infração (AITs)
- 44 prisões, sendo a maioria por embriaguez ao volante
- 501 testes de alcoolemia realizados
- 463 veículos fiscalizados
- 191 veículos autuados
- 130 veículos removidos (entre carros e motocicletas)
As infrações mais recorrentes foram:
- 71 casos de condução sob efeito de álcool (Art. 165)
- 24 recusas ao teste do bafômetro (Art. 165-A)
- 86 motoristas sem CNH (Art. 162, I)
- 59 veículos sem registro ou não licenciados (Art. 230, V)
Destaque para operações mais rigorosas
A segunda edição, realizada em 30 de janeiro, apresentou o maior número de prisões: 19 ao todo, sendo 15 por embriaguez ao volante. Também foi a ação com maior volume de autuações, totalizando 89 registros.
Já a terceira e a quinta edições se destacaram pelo alto número de testes de alcoolemia, com 94 e 98 procedimentos, respectivamente — indicativo de intensificação na fiscalização preventiva.
Tendência de queda no fim do trimestre
Os dados apontam uma redução gradual no número de infrações e prisões nas últimas operações de março. A sexta edição, por exemplo, registrou 34 autuações e 4 prisões, números inferiores aos das etapas anteriores.
Para especialistas em trânsito, essa queda pode estar associada ao efeito educativo das fiscalizações contínuas, que aumentam a percepção de risco entre os condutores.
Fiscalização integrada
As operações contaram, em média, com cerca de 60 agentes por edição, evidenciando a força-tarefa entre diferentes órgãos. A estratégia tem como objetivo ampliar a presença do Estado nas ruas e reduzir acidentes relacionados ao consumo de álcool.
As autoridades reforçam que as ações devem continuar ao longo do ano, com foco na preservação de vidas e na promoção de um trânsito mais seguro.
