terça-feira, 9 dezembro, 2025
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SIMENORTE realiza reunião com secretária da SEMA e presidente da FIEMT e apresenta demandas do setor de base florestal

Foi realizada na tarde de ontem, quarta-feira (11), na sede do SIMENORTE – Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte MT, uma reunião entre diretoria, associados, presidente da FIEMT Silvio Rangel e a secretária da SEMA, Mauren Lazzaretti.

O objetivo da reunião foi apresentar as demandas do setor de base florestal que ainda é a principal fonte e gerador de emprego e receita em muitos municípios de Mato Grosso. Atualmente o setor gera diretamente mais de 13 mil empregos.

Conforme Ednei Blasius, presidente do SIMENORTE e do CIPEM, a classe quer saber quais serão os serviços prestados pela SEMA em Alta Floresta com a inauguração da nova sede, que ocorreu no final da tarde de ontem.

“O setor de base florestal utiliza muito os serviços da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, hoje basicamente os processos de licença ambiental tem quase todas as atividades que precisam de suas documentações para funcionamento emitidos pela SEMA, precisamos trazer novos serviços, pois sabemos que Alta Floresta está em pleno processo de expansão e carece de novas tecnologias e também qualificação da mão de obra”, pontuou.

Outra solicitação é quanto a desburocratização do setor, que precisa de mecanismos e legislação que possibilitem o produto madeireiro possa melhor ser aproveitado e que possa chegar nas lojas.

“Hoje se você for em grandes lojas de materiais para construção você não tem produtos em madeira, tem plástico, material de alumínio, mas não material em madeira, isso devido ao excesso de burocracia. Nós temos que fazer com o que produzimos chegue nas lojas”, salientou.

A secretária de estado Mauren Lazzaretti, disse que a SEMA tem uma agenda sempre contínua com o setor de base florestal, uma vez que é um segmento que representa a economia de 44 municípios de Mato Grosso, tendo uma linha direcionada para os produtos florestais, proporcionando o fortalecimento da cadeia produtiva da madeira, visando agregar valor para que o produto possa competir com outros produtos que estão no mercado.

“Uma das pautas dessa reunião é uma instrução normativa do IBAMA que vem criar mais um empecilho para o manejo florestal sustentável, que é a vigência do cadastro ambiental rural validado, o que não é compatível com esse tipo de procedimento. Já me manifestei no STF sobre a inadequação desta normativa”, justificou.

Quanto a classificação da madeira, os empresários têm identificado dificuldades quanto a classificação da madeira, uma vez que muitas espécies têm suas variações, um dos exemplos é o cambará.

De acordo com Mauren Lazzaretti, já existe um acordo do Governo do Estado de fazer essa discussão quando se tivesse a rastreabilidade da madeira totalmente implementada.

“Hoje nós já temos o sistema de rastreabilidade da cadeia da madeira, está 100% operacional no estado, nós vamos envolver mais órgãos nesta discussão, mas isso está na nossa pauta como uma mudança legislativa possível depois do SISFLORA 2.0 implantado”, disse.

Silvio Rangel, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, disse ser importante esse tipo de encontro para procurar soluções e destravar o setor tão importante, que gera emprego e renda para o estado.

“Temos grandes empresas aqui, exemplo é Alta Floresta que tem empresas com exportação para os Estados Unidos e Europa. É um setor muito importante que precisa de todo o apoio necessário para que possa trabalhar de uma forma mais tranquila”, disse.

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