Uma equipe de Alta Floresta entregou a proposta final do projeto para o AI Glasses Brasil, programa nacional do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás, em parceria com a Meta, voltado à criação de soluções para óculos com inteligência artificial.
O AI Glasses Brasil é um programa de inovação aberta que busca transformar ideias em protótipos usando os óculos e o ambiente de desenvolvimento da Meta. A jornada passa por capacitação técnica, refinamento das propostas e, para cinco equipes finalistas, desenvolvimento presencial com os óculos reais na sede da Meta em São Paulo.
O programa incentivou as equipes a enviarem projetos em temas como Acessibilidade, Produtividade, Saúde, Educação, Turismo e Criatividade. A equipe do Cidades.io participou dentro da trilha de Produtividade, categoria voltada a soluções mãos-livres para o dia a dia profissional e pessoal, incluindo comunicação, organização, automação de tarefas, apoio à tomada de decisão e outros ganhos de eficiência.
“Optamos por seguir a trilha de produtividade, pois se conecta melhor ao que já estávamos fazendo aqui em Alta Floresta e tem potencial de impactar mais pessoas e até ajudar em acessibilidade e turismo, por exemplo.” — Delton Jonatas Richter, idealizador do Cidades.io
No Cid View, a equipe de Alta Floresta propõe que as empresas possam usar os óculos da Meta para registrar novidades mais facilmente, só com comandos de voz e com a câmera dos óculos, sem precisar parar o que estão fazendo para abrir um app, digitar, fotografar e publicar. Por outro lado, um morador local com o dispositivo poderia consultar essa mesma informação via comandos de voz ou usar a câmera do dispositivo para consultar informações sobre um produto que esteja à sua frente. O protótipo conseguiu cadastrar e depois consultar um produto na base de dados do Cidades.io via comandos de voz e câmera, inclusive identificando a imagem do produto com inteligência artificial. Essa base já alimenta apps e o site altafloresta.com.br, ou seja, a tecnologia já tem um potencial de uso real no curto prazo e se conecta a algo que já existe.
“Mas quantas pessoas em Alta Floresta têm óculos da Meta? Não sei, devem ter poucas. Nós mesmos testamos no ambiente de simulação da tecnologia que conhecemos durante esse programa do AI Glasses Brasil e não usamos um dispositivo real ainda. Mas o fato é que essa tecnologia está vindo e permite interações com mãos livres que outras tecnologias não permitem. E, com a camada de dados locais que estamos construindo, Alta Floresta pode ser uma das primeiras cidades em que a tecnologia vai conseguir responder sobre coisas locais de formas surpreendentes.”
Há 95 equipes de todo o Brasil participando do programa de inovação, e o resultado da seleção dos 5 melhores projetos está previsto para 31 de agosto. O hackathon presencial está marcado para 18 de setembro, na sede da Meta em São Paulo, quando as equipes finalistas terão acesso aos dispositivos reais e acompanhamento técnico para verem suas soluções funcionando em óculos reais. Há também uma premiação em dinheiro de US$ 3.000 para o 1º lugar, US$ 2.000 para o 2º e US$ 1.000 para o 3º. As equipes premiadas recebem ainda, por integrante, um valor em dinheiro correspondente a um par de óculos.
“É difícil saber se temos alguma chance de chegar lá nessa final, pois devem vir projetos interessantes. A turma do Sul e Sudeste é muito competitiva e costuma se sair bem em programas do tipo. Acreditamos bastante no potencial de nossa ideia no dia a dia das pessoas, acreditamos que gerar e consumir dados locais atualizados aumenta a utilidade dos óculos com IA. Independentemente do resultado da parte competitiva do programa, o aprendizado que tivemos será levado para nosso projeto local e para Alta Floresta. Quem sabe conseguimos surpreender depois um turista de São Paulo que vai conseguir usar os óculos aqui no norte de Mato Grosso de uma forma que nem lá consiga.”
SERVIÇO
Programa: AI Glasses Brasil
Realização: Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), Universidade Federal de Goiás (UFG), Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE) e Meta
Na disputa: 95 equipes nesta etapa e 5 vagas na etapa presencial, escolhidas no conjunto das 95 (não há divisão por trilha). A equipe de Alta Floresta está na trilha Produtividade, que reúne 39 das 95.
(números segundo dados apresentados pela organização do programa)
Calendário 2026: 1º de agosto: liberação da capacitação técnica on-line
15 de agosto: Ideathon pela internet
22 de agosto: entrega final das ideias
23 a 29 de agosto: avaliação das propostas
31 de agosto: resultado da seleção
18 de setembro: hackathon presencial, na sede da Meta em São Paulo
Site do programa: aiglassesbrasil.ceia.digital
Contato da organização: aiglassesbrasil@ceia.ufg.br
