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GERAL

Polícia apura se mulher, marido, filho e amigo foram assassinados em disputa por exploração de garimpo em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apura se a chacina que matou quatro pessoas na saída do garimpo de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, no sábado (21), tem alguma relação com disputa por exploração da área. Os corpos foram encontrados na segunda-feira (23).

Foram mortos Elzilene Tavares Viana, de 41 anos, conhecida como Babalu; o filho dela, Luiz Felipe Viana Antônio da Silva, de 19 anos; o marido dela, Leôncio José Gomes, de 40 anos; e Jonas dos Santos, de 25 anos.

Nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Segundo a investigação, as vítimas desciam a serra no garimpo quando foram abordadas por quatro homens armados que bloquearam a estrada usando uma caminhonete.

As vítimas, então, foram algemadas, levadas para uma estrada, em direção ao município de Juína, e, em seguida, executadas.

Delegada fala sobre investigações da chacina em Aripuanã

De acordo com a delegada responsável pela investigação, Amanda Menucci, o local onde as vítimas foram abordadas é o acesso para a serra do garimpo, onde trabalhavam. Luiz Felipe não trabalhava como garimpeiro, não morava na cidade e estava apenas visitando a mãe.

 

“As informações são ainda incipientes e nenhuma possibilidade foi descartada. Há a suspeita de o crime estar relacionado com a disputa pelo garimpo, no entanto, outras hipóteses estão sendo averiguadas pela Polícia Civil”, disse ao G1.

 

Elzilene, o marido e Jonas exploravam o garimpo e também possuíam outras atividades, que ainda estão sendo levantadas pela polícia.

Jonas veio recentemente do Pará para trabalhar no garimpo.

Uma sobrevivente

Segundo o boletim de ocorrência, Jonas, o amigo, iria para Juína, a 737 km de Cuiabá, e pegou carona com a família.

Uma quinta pessoa que estava com o grupo sobreviveu. Segundo a polícia, a mulher não foi morta porque disse que estava grávida.

Após o crime, os suspeitos incendiaram um dos veículos e o fogo atingiu um dos corpos — os demais foram encontrados com ferimentos.

A sobrevivente relatou que a abordagem ocorreu no local de ligação entre a serra do garimpo e a cidade. Foram todos conduzidos por aproximadamente 50 km para fora da cidade onde houve a execução.

O garimpo

Desde que o garimpo no local foi legalizado, em julho de 2019, o número de homicídios aumentou quase 300%. O conflito pelo uso da área começou em outubro do ano passado, quando uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada para inibir o garimpo ilegal em Mato Grosso e iniciou a retirada dos garimpeiros da área.

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental na região, o garimpo ilegal estaria causando grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição e outros crimes.

Com o novo acordo, ao todo, 1.500 garimpeiros podem explorar uma área de 516 hectares para extração exclusiva de ouro.

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