domingo, 13 setembro, 2026
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MT: Corpo de Bombeiros combate 14 incêndios florestais neste sábado (12)

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (12.9), 14 incêndios florestais, distribuídos pelos municípios de Novo Santo Antônio, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Ribeirão Cascalheira, Nova Xavantina, Confresa, Marcelândia, Primavera do Leste, Paranatinga e Poconé.
Em Pontal do Araguaia, as equipes do CBMMT atuam no combate a três incêndios florestais. Em Novo Santo Antônio e Confresa, os militares combatem dois incêndios em cada município. Nas demais localidades, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal em cada município.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente. 
As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 191 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 100 focos foram registrados na Amazônia, e 91 no Cerrado.
Em Terras Indígenas, foram identificados 85 focos de calor, sendo 22 focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu, 18 focos na Terra Indigena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; 11 focos na Terra Indigena Urubu Branco, em Santa Terezinha; seis na Terra Indigena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; cinco na Terra Indigena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo; quatro focos na Terra Indigena Areões, em Nova Nazaré; quatro focos na Terra Indigena Sararé, em Pontes e Lacerda; três focos na Terra Indigena Apiaka/Kayabi, em Juara; dois focos na Terra Indigena Erikpatsá, em Brasnorte; dois focos na Terra Indigena Panará, em Guarantã do Norte; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; dois focos na Terra Indigena São Marcos, em Barra do Garças; um foco na Terra Indigena Maraiwatsede, em Alto Boa Vista; um foco na Terra Indigena Parabubure, em Campinápolis; um foco na Terra Indigena Utiariti, em Campo Novo do Parecis e um foco na Terra Indigena Wawi, em Querêmcia.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.  Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar. 
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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