quarta-feira, 6 maio, 2026
InícioDesign da HomeDestaque com FotoJuvam de Cáceres resgata onça pintada domesticada em fazenda da região

Juvam de Cáceres resgata onça pintada domesticada em fazenda da região

Um chamado diferente alarmou o Juizado Volante Ambiental de Cáceres na tarde de quarta-feira (2 de fevereiro). Os policiais ambientais da unidade foram chamados para resgatar Marruá, uma onça pintada que vivia com uma família em uma fazenda da região. O animal pesa 80 quilos, aparenta ter um ano e meio, apresenta boa saúde, é extremamente dócil e aceita carinho. Ela foi encaminhada para uma ONG no Estado de Goiás para acolhimento, despertar dos instintos e tentativa de reinserção em seu ambiente natural.

De acordo com o policial ambiental Mendes, por apresentar grande porte o animal já representava risco para as pessoas que moravam nas redondezas e, por conta disso, a Polícia Ambiental foi acionada. “Marruá possui grande porte e estava sendo criada por funcionários da fazenda nas redondezas de Cáceres. A onça foi encontrada ainda filhote sem a mãe, que morreu vítima das grandes queimadas no Pantanal, e eles adotaram o animal como se fosse doméstico, mas ela estava muito grande.”

Ainda segundo o policial, Marruá é tão dócil que dormia no sofá da sala, com ambiente refrigerado. “Constatamos que ela estava domesticada, não tivemos problemas para chegar perto dela e fazer carinho.” Ele explica ainda que o resgate contou com o apoio da Polícia Militar local, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da ONG Goiás, para onde ela foi enviada para ser tratada. Antes de ser retirada do local, ela foi adormecida.

A juíza responsável pelo Juizado Volante Ambiental de Cáceres, Hanae Yamamura de Oliveira, destaca que por mais que o casal estivesse tratando de Marruá e pensasse fazer o bem, os danos aos instintos selvagens foram grandes. “A onça não tinha sinal de maus-tratos, mas é proibido por lei criar animais selvagens. Por mais que eles a tenham resgatado e pensassem fazer o bem, tiraram dela o instinto de sobrevivência em seu habitat. Marruá foi enviada para uma Ong no Estado de Goiás para ser ensinada a viver na natureza, se é que isso será possível.”

A magistrada explica ainda que o melhor a fazer quando se encontra um animal doméstico é imediatamente resgatar e, em seguida, chamar as autoridades competentes. “Ela era uma onça de porte enorme e por isso foi percebida. Quantos passarinhos e outros animais passam pela mesma situação e acabam morrendo? É o ser humano interferindo na natureza.”

Quanto aos funcionários da fazenda, mesmo com boas intenções, serão tomadas as providências e medidas legais cabíveis.

Participe do nosso grupo de Whatsapp

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais popular