quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Hidrelétrica Colíder finaliza nova fase de obras após risco de rompimento

A Axia Energia, que anteriormente operava como Eletrobras, anunciou nesta segunda-feira (1º) a conclusão de mais uma etapa dos trabalhos realizados na Usina Hidrelétrica de Colíder, na região de Itaúba, no Mato Grosso. As intervenções fazem parte das ações adotadas depois que o Ministério Público do Estado (MPMT) identificou problemas estruturais que poderiam comprometer a segurança da barragem.

Conforme a companhia, um estudo técnico detalhado revelou a presença de vazios no subsolo da usina. Para corrigir a situação, foi aplicado material específico para preencher esses espaços, procedimento que ocorreu sem qualquer incidente.

Em comunicado, a empresa garantiu que a usina permanece operando normalmente e que o nível do reservatório será mantido, sem previsão de novos rebaixamentos.

“Nos próximos meses, de acordo avaliações internas e participação do painel de especialistas externos contratado pela empresa, novos testes serão realizados, de forma constante, para avaliar a necessidade de outras intervenções”, se posicionou a empresa.

O estado de atenção envolvendo a Usina de Colíder teve início em agosto, quando o MPMT apontou falhas no sistema de drenagem com potencial de colocar a barragem em risco. A gravidade do cenário motivou quatro organizações civis a encaminharem uma denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU), alertando para a possibilidade de rompimento.

O Ministério Público chegou a recomendar que a barragem fosse desativada, caso não houvesse solução imediata capaz de assegurar a estabilidade da estrutura.

A Axia Energia destacou que assumiu a usina em maio e que vem adotando medidas para recuperar completamente as condições de segurança e operação.

A denúncia encaminhada à ONU foi registrada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento, ressaltando que o Rio Teles Pires é um dos mais afetados por empreendimentos hidrelétricos na região amazônica. As entidades solicitaram ação urgente diante do “risco iminente de um desastre de grandes proporções” e pediram responsabilização dos envolvidos.

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