terça-feira, 8 setembro, 2026
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Golpe altera Pix durante pagamento em lojas virtuais e desvia dinheiro de consumidores

Um golpe digital silencioso está colocando consumidores que fazem compras pela internet em risco. Segundo informações divulgadas pela Folha, criminosos estão infectando sistemas de lojas virtuais para substituir, durante o pagamento, o QR Code legítimo do Pix por outro vinculado a contas controladas pelos próprios golpistas.

A fraude ocorre diretamente no site do comércio eletrônico, o que dificulta a percepção do consumidor. Em muitos casos, a página continua funcionando normalmente e não apresenta alterações visíveis que indiquem que o pagamento foi direcionado para outra conta.

A empresa de segurança cibernética Kaspersky identificou 90 lojas virtuais de pequeno e médio porte infectadas no Brasil. Os estabelecimentos utilizavam a plataforma Magento, usada para a operação de comércio eletrônico.

O ataque não se limita ao QR Code exibido na tela. De acordo com o alerta, os criminosos também conseguem modificar o código Pix Copia e Cola, fazendo com que o consumidor envie o dinheiro para um destinatário diferente daquele relacionado à compra.

Por isso, a recomendação é que o comprador não confirme o pagamento apenas porque o valor e a descrição da compra parecem corretos. Antes de concluir a operação, é importante verificar, diretamente no aplicativo do banco, o nome e o CNPJ do destinatário que receberá o dinheiro.

Se os dados apresentados pelo banco forem diferentes dos esperados para a loja, a orientação é interromper a operação.

Caso o consumidor perceba que caiu em um golpe, a recomendação é procurar o banco imediatamente e contestar a transferência.

Também é possível solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento criado para situações de fraude envolvendo o Pix. A rapidez é importante porque os criminosos podem transferir os valores para várias contas em sequência, dificultando a recuperação do dinheiro.

O esquema identificado ainda apresenta outro risco. O mesmo código malicioso utilizado para alterar pagamentos via Pix pode capturar informações de cartões quando o consumidor escolhe essa modalidade de pagamento.

Como medida de segurança, especialistas recomendam, quando disponível, o uso de cartões virtuais temporários, que reduzem a exposição dos dados do cartão principal em compras pela internet.

A ameaça não depende apenas da atenção do consumidor. Os responsáveis pelas lojas virtuais devem manter plataformas e extensões atualizadas, reforçar senhas e adotar mecanismos de monitoramento capazes de identificar alterações suspeitas nas páginas de pagamento.

A recomendação é que comerciantes também acompanhem os códigos inseridos nos sistemas de checkout e adotem medidas de proteção para evitar que o ambiente da própria loja seja utilizado para desviar pagamentos.

O caso reforça a importância de conferir os dados do destinatário antes de autorizar qualquer Pix, mesmo quando a compra está sendo realizada em uma loja virtual aparentemente normal.

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