Equipes da AXIA Energia fizeram um raro registro de uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), espécie classificada como Em Perigo (EN) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), categoria que indica um elevado risco de extinção. O flagra aconteceu durante a execução de programas ambientais na Área de Preservação Permanente (APP) do reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder (UHE Colíder), entre os municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, no Mato Grosso (MT).
Considerada de difícil observação na natureza, a marianinha-de-cabeça-amarela habita as copas das árvores mais altas da Amazônia e possui exigências ecológicas específicas para alimentação e reprodução. A combinação desses fatores, associada à perda de habitat e ao tráfico de animais silvestres, faz com que os registros da espécie sejam raros e de grande relevância para o monitoramento da biodiversidade.

Com cerca de 23 centímetros de comprimento, o animal apresenta uma combinação marcante de cores: cabeça alaranjada, face e pescoço amarelos, peito branco e dorso verde. Pertencente à família dos psitacídeos, a mesma dos papagaios e periquitos, é também conhecida como periquito-d’anta, em referência à sua vocalização característica. O nome científico da espécie significa “papagaio gordo com barriga branca”.
O registro reforça a relevância dos programas ambientais desenvolvidos na região e contribuem para a identificação, o acompanhamento e a proteção da biodiversidade local. Esse monitoramento possibilita ampliar o conhecimento sobre a fauna regional, gerando informações essenciais para subsidiar estratégias de conservação de espécies ameaçadas. Além disso, os dados obtidos auxiliam na avaliação da efetividade das medidas ambientais implementadas no entorno do empreendimento.
“A ocorrência de uma espécie ameaçada como a marianinha-de-cabeça-amarela demonstra a importância das áreas preservadas no entorno da UHE Colíder para a conservação da fauna silvestre. Esses ambientes funcionam como refúgios essenciais para diversas espécies e reforçam a necessidade de manter ações permanentes de monitoramento e conservação, contribuindo para a proteção da biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas da região”, destacou Jader Fernandes, diretor de licenciamento ambiental e condicionantes da AXIA Energia.
Habitante de florestas amazônicas preservadas, a marianinha-de-cabeça-amarela exerce papel ecológico fundamental na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração das florestas e a manutenção da diversidade vegetal. A espécie, que também ocorre em áreas do Peru e da Bolívia, se reproduz em janeiro e constrói ninhos em cavidades de árvores entre 15 e 30 metros de altura, onde deposita seus ovos branco-amarelados. Sua alimentação é composta por frutos, pétalas e néctar de flores.
