quarta-feira, 1 julho, 2026
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Em outubro, Mato Grosso registrou redução de 21% no desmatamento

Em outubro deste ano, 627 quilômetros quadrados (km2) foram desmatados na Amazônia Legal, uma redução de 22% em relação a outubro de 2021, quando a devastação atingiu 803 quilômetros quadrados. 

Somente em Mato Grosso, respondeu por 11% do total, com 69 km2 desmatados no mesmo período.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

Segundo o Imazon, Pará liderou o desflorestamento detectado em outubro passado, com 351 km (56%) derrubados, seguido do Amazonas (12%).

O Acre (9%) aparece em quarto lugar no ranking, seguido de Rondônia (6%), Roraima (3%) e Maranhão (3%).

Terceiro no ranking, Mato Grosso obteve uma redução de 21% no desmatamento, se comparado a outubro de 2021, quando a área destruída atingiu 87 km2.

As Terras Indígenas (TI) Manoki, que fica em Brasnorte (579 km a Noroeste de Cuiabá) e Urubu Branco, em Confresa (1.160 km a Nordeste da Capital), aparecem entre as 10 mais atingidas, com 4 km2 e 9km2, respectivamente, destruídos.

Apesar da redução, o Imazon aponta que o desflorestamento segue avançando em ritmo acelerado na Amazônia.

De janeiro a outubro deste ano, foram derrubados quase 10 mil km² de floresta, o equivalente a mais de seis vezes a cidade de São Paulo.

Além disso, a derrubada da floresta está se aproximando da região Norte do Pará, onde está o maior bloco de áreas protegidas no mundo.

Uma delas é a Floresta Estadual do Paru, que ficou em 5° lugar no ranking das unidades de conservação mais desmatadas na Amazônia. 

Outro problema apontado pelo monitoramento do instituto foi a alta na degradação florestal causada pelas queimadas e pela exploração madeireira.

DEGRADAÇÃO – Esse dano ambiental passou de 537 km² em outubro de 2021 para 1.519 km² no mês passado, um aumento de 183%.

Entre os estados, os maiores responsáveis pela degradação foram Mato Grosso (74%) e Pará (19%).

“Por meio das imagens de satélite, conseguimos identificar a maior ocorrência de queimadas, o que contribuiu para a alta da degradação.

Além de aumentarem a emissão de gases do efeito estufa, esses incêndios oferecem risco à saúde pública”, alerta Bianca Santos, pesquisadora do Imazon, por meio da assessoria de imprensa.

“Existem diversos estudos que associam a fumaça proveniente das queimadas da Amazônia com problemas respiratórios, o que afeta mais gravemente idosos e crianças. E isso não se limita apenas à população amazônica, já que essa fumaça viaja por quilômetros no ar até chegar a outras regiões do Brasil”, completa.

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