O Corpo de Bombeiros Militar divulgou detalhes do atendimento realizado na manhã de segunda-feira (10), após um incêndio atingir parte do terceiro pavimento do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus Alta Floresta, localizado às margens da Rodovia MT-208. A ocorrência foi registrada às 9h45 e mobilizou equipes da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM), brigadistas e agentes da Defesa Civil.
Conforme o relatório divulgado pela corporação, a equipe foi acionada pelo telefone 193 depois que um servidor informou a presença de fumaça no interior da instituição. A informação inicial era de que poderia ter ocorrido um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. O disjuntor havia sido desligado, mas a fumaça continuava no local.
Uma guarnição foi imediatamente deslocada com a viatura Auto Bomba Tanque Salvamento. Durante o deslocamento, os bombeiros visualizaram uma grande quantidade de fumaça densa saindo da edificação e, diante da situação, solicitaram reforço para a operação.

Foram mobilizadas outras viaturas e um caminhão da Brigada Municipal, utilizado principalmente para eventual apoio no abastecimento de água.
Quando as equipes chegaram ao IFMT, foram informadas de que o incêndio estava concentrado no terceiro pavimento, inicialmente em uma sala utilizada como almoxarifado.
Após o reconhecimento da área, os bombeiros constataram que a rede elétrica do prédio já havia sido desligada. Na sequência, foram montadas duas linhas de mangueiras e os militares acessaram o pavimento para iniciar o combate direto às chamas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo já estava em estágio avançado em alguns ambientes. Havia grande quantidade de fumaça, altas temperaturas e chamas plenamente desenvolvidas.
Aproximadamente seis salas foram diretamente atingidas pelo incêndio. Entre os espaços afetados estavam o almoxarifado, a sala de descanso de alunos e professores, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, o NEAD/NAPNE, entre outras dependências do terceiro pavimento.

A área do almoxarifado exigiu maior intensidade no combate devido à quantidade e às características dos materiais armazenados. Entre os produtos existentes no local estavam frascos contendo álcool etílico.
Enquanto as equipes atuavam no interior da edificação, outros bombeiros realizavam ações externas de resfriamento das paredes e da cobertura. Foram utilizados os canhões monitores das viaturas para reduzir a propagação do calor e auxiliar na proteção da estrutura e dos ambientes próximos.
Sobre a possível origem do incêndio, uma servidora do IFMT relatou aos bombeiros que teria visto fogo nas proximidades e abaixo de um aparelho de ar-condicionado.
A informação levantou a possibilidade de que o início do incêndio estivesse relacionado a uma falha elétrica ou ao próprio equipamento. No entanto, a corporação destacou que a origem e a causa do incêndio ainda não foram confirmadas e somente poderão ser determinadas por meio da perícia de incêndio.
Dessa forma, o possível curto-circuito mencionado no acionamento permanece como uma hipótese, e não como causa oficialmente estabelecida.
O combate direto às chamas durou aproximadamente uma hora e meia. Depois que o fogo foi controlado, as equipes iniciaram o trabalho de rescaldo, quando são procurados e eliminados possíveis focos remanescentes que poderiam provocar uma nova reignição.
Durante essa etapa, foram identificados e eliminados alguns focos pontuais.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, como o incêndio já estava plenamente desenvolvido em determinados ambientes no momento da chegada das equipes, o trabalho concentrou-se na extinção das chamas, na proteção da estrutura e, principalmente, na contenção da propagação para outros setores do prédio.
A atuação das equipes fez com que o incêndio permanecesse restrito a uma parte do terceiro pavimento, evitando que o fogo avançasse para outras áreas da edificação.
Durante o atendimento, os bombeiros constataram a existência de água escoando pelo piso do terceiro pavimento e pelas escadas.
Parte do volume era proveniente do próprio combate às chamas. Outra parcela, conforme a avaliação realizada durante a ocorrência, estaria relacionada ao rompimento ou extravasamento da rede hidráulica da edificação, que havia sido afetada pelo incêndio.
Os registros de água do prédio foram fechados pelas equipes.
Ao todo, participaram da operação sete bombeiros militares, com apoio de três brigadistas municipais, um brigadista estadual e um agente da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.
Após o encerramento do combate e do rescaldo, os bombeiros orientaram a direção e os servidores do IFMT sobre os procedimentos de segurança que deveriam ser adotados após a ocorrência.
As equipes finalizaram os trabalhos e retornaram à base da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar por volta das 12h40 de segunda-feira (10).
O trabalho pericial deverá esclarecer posteriormente as circunstâncias e a causa do incêndio registrado no Campus Alta Floresta do IFMT.
