quarta-feira, 29 abril, 2026
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Blockchain: Saiba como a arte moderna se apresenta e compra agora

NFT, um termo que está a ter tanto destaque nos últimos meses, mas que, infelizmente, ainda poucos dominam.  Representando um “non tangible token” este conceito de NFT, tendo por base a tecnologia de blockchain – a mesma que suporte Bitcoin e outras criptomoedas – sendo agora possível comprar tokens únicos e exclusivos, através de plataformas que se especializam nessa negociação.

A vantagem aqui é que, com a enorme facilidade nas transações e na exclusiva da arte exposta num NFT, nunca foi tão acessível conseguir comercializar a sua arte online, caso seja um artista. Para além de que, um pouco como acontece com o bitcoin preço, está a existir uma enorme especulação nos preços e em como conseguir avaliar um NFT. O que realmente irá ditar o seu preço e potencial valorização?

É crucial entender que os NFTs, como acontece no mercado de criptomoedas, devido a trodo o “hype” que está a ser criado à sua volta, está a despertar o interesse de muitos traders. Mas também de pessoas que realmente se interessam pela arte, olhando para essa tecnologia como uma chance de deterem obras únicas e que são 100% suas, ainda que não sejam tangíveis, como o próprio nome do termo NFT nos indica. Até poderá comprar um NFT de um quadro, mas este nunca será seu fisicamente, mas sim apenas como dona da sua chave. 

Compreenda melhor o que representa um NFT tecnicamente

Em suma, perceba que os NFTs são produzidos a partir da rede blockchain apresentando exclusividsade em sua detenção, um pouco como acontece com uma escritura das criptomoedas. Assim sendo, existe uma ligação umbilical entre NFT e criptomoedas, uma vez que o Bitcoin e outras criptomoedas existem numa blockchain.

Ainda assim, em termos de avaliação e valorização os NFTs funcionam de forma diferente que as criptomoedas. Isto porque, os NFTs têm avaliações exclusivas definidas pelo licitante mais alto, assim como um leilão que se realiza para a compra de quadros físicos. Mais uma vez, a ideia é que possa expor a sua arte em NFTs, colocando à venda as peças à escolha, a um determinado preço mínimo. Ganhará quem licitar o valor mais alto, findando a data prevista.

Artistas usufruem de uma grande oportunidade com NFTs

De facto, artistas que desejam vender o seu o trabalho como NFTs precisam, necessariamente, de se inscreverem num mercado e, em seguida, “cunhar” tokens digitais enviando e validando as suas informações num blockchain (normalmente o blockchain Ethereum, uma plataforma rival do Bitcoin). De notar que esse processo, por norma, custará entre US$ 40 e US$ 200. Assim que estiver autentificado dentro da rede Ethereum, os artistas podem então listar a sua peça para leilão num mercado NFT, semelhante ao eBay.

Todo o processo é muito simples, pois, após ter existido a tal licitação e um vencedor, o próprio artista entre o código único do seu NFT. Dessa forma, estará a passar a exclusividade e a posse para esse mesmo utilizador que ganhou o leilão. Tudo isto poderá acontecer no espaço de poucos segundos, sem que nenhuma das partes tenha sequer que sair do conforto das suas casas. 

A verdade é que o NFT acaba por apresentar uma excelente oportunidade para qualquer artista que pretenda vender a sua arte para um bolo muito maior de investidores e potenciais compradores. Como todo o processo é simples e nem sequer é necessário se preocupar com transportes e cuidados com a obra de arte, esta economia paralela de blockchain, geralmente passada na rede Ethereum, está se a popularizar cada vez mais. 

NFTs de arte estão a ser vendidos por fortunas 

É impossível negar que, pelo menos até à popularização dos NFTs, a arte digital há muito que tinha sido subestimada, em grande parte porque está disponível gratuitamente, à distância de apenas alguns cliques. Assim sendo, para os artistas ainda conseguirem aumentar o atrativo de sua arte, os NFTs apresenta condições de exclusividade e de conteúdo limitado. Assim sendo, para muitos investidores se estes sabem que a versão original de algo existe, eles são mais propensos a ansiar para ficarem com a peça única.

Por exemplo, ao mergulharmos noutras economias paralelas, a escassez explica por que colecionadores de cartões de basebol estão dispostos a pagar US $3,12 milhões por um pedaço de papel com uma foto de Honus Wagner. É também por isso que os sneakerheads ficam obcecados com as últimas edições limitadas da Nike e Adidas. Tudo isso se deve à escassez que os autores desses produtos queriam no mercado. O mesmo acontece com o NFT.

No entanto, para qualquer investidor, é crucial perceber quais são os números de edições que o NFT terá. Por exemplo, no caso da NBA, existem cartas vendidas em NFT que têm apenas uma edição, enquanto outras podem sair centenas de vezes. Em suma, trá que ter essa informação muito clara, uma vez que um NFT único acaba por ter muito maior valor do que aquele que é detido por vários utilizadores da rede Ethereum. 

Como esta febre de NFTs na arte começou?

Apesar de ser somente especulação, acredita-se que a base para o boom da arte digital foi lançada em 2017, com o lançamento dos CryptoKitties. Para que se tenha uma noção, nesse lançamento inesperado da rede Ethereum, foram investidos mais de US$ 32 milhões. Isto apenas para se deter imagens de gatos de desenho animado com olhos arregalados. Aliás, nesse mesmo lançamento, a rede Ethereum até teve graves problemas de conseguir gerar tantas transações.

Concluindo, até porque estão diretamente relacionadas, o mercado de criptomoedas e NFTs têm se valorizado de forma muito idêntica. Numa fase em que até grandes empresas de tecnologia já estão a mudar os seus nomes para um potencial metaverso, deverá ser uma questão de tempo até que, no mundo, a maior parte dos artistas opte por usar o NFT, como forma de vender e comercializar as suas obras de arte.

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