O avião que caiu e matou três pessoas em Água Boa, no Mato Grosso, na quinta-feira (10), havia sido comprado há cerca de quatro meses e, conforme as informações preliminares da Polícia Civil, não possuía registro junto às autoridades de aviação brasileiras. Até o momento, os investigadores também não localizaram um plano de voo válido relacionado à viagem.
A identidade do comprador da aeronave ainda não foi divulgada pela polícia. As três pessoas que estavam a bordo também não haviam sido oficialmente identificadas até a atualização das informações.
Segundo o delegado de Água Boa, Carlos Alberto Silva, a aeronave permanecia anteriormente em um hangar no aeródromo de Goiânia e estaria sem condições de realizar voos.
Ainda conforme o delegado, na manhã do acidente, o proprietário e os outros dois ocupantes teriam embarcado em Goiânia e decolado com destino ainda desconhecido. A Polícia Civil trabalha para esclarecer para onde o avião seguia e quais circunstâncias levaram à queda.
Além de tentar reconstruir a trajetória do voo, os investigadores analisam a documentação da aeronave e as condições em que ela foi colocada novamente em operação.
Entre os principais pontos apurados estão a ausência de registro junto às autoridades de aviação brasileiras, a inexistência, até o momento, de um plano de voo localizado e as condições do avião antes da decolagem.
A investigação deverá buscar esclarecer também quem era o responsável pela aeronave e quais procedimentos foram adotados antes do voo que terminou com a queda em Água Boa.
Até o momento, não foram encontrados indícios de que o avião transportasse drogas ou outro tipo de carga ilegal.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do acidente, identificar oficialmente as vítimas e reunir informações sobre a aeronave e o voo.
