A partir de 1º de agosto, o radar portátil adquirido pela prefeitura de Alta Floresta para fiscalizar o trânsito na cidade, passará a fazer as autuações, registrando as multas dos motoristas que ultrapassarem o limite de velocidade indicada nas placas de sinalização.
As informações são do diretor de Trânsito da prefeitura municipal, Messias Araújo. Segundo ele, o objetivo do aparelho é reduzir o número de acidentes.
De acordo com o diretor, a quantidade de acidentes com vítimas que são encaminhadas para o Hospital regional, é alarmante.
Porém, nesta fase experimental em que o radar portátil esteve fiscalizando o trânsito, as ruas onde o serviço foi realizado, os veículos reduziram a velocidade e o número de acidentes caiu em 50%. O limite de velocidade nas ruas do centro da cidade passou a ser de 40 km por hora.
Apesar de a população acreditar que o radar já estava fazendo o registro de multas, Messias explica que os Agentes Municipais de Trânsito receberam uma capacitação, aprendendo todos os detalhes de software e funcionamento do aparelho e a partir do mês de agosto as multas começam a ser aplicadas com o radar.
“O objetivo deste trabalho é reduzir a grande quantidade de acidentes, envolvendo vítimas, que acontece na cidade. E neste período de experiência, já deu para perceber que o uso do radar é eficiente e as pessoas obedecem o limite de velocidade”, explica.
O custo de manutenção do radar portátil para o município, segundo Messias, é de R$ 7 mil e 300 reais por mês, para manutenção e inserção de dados no sistema. Todavia, o diretor de trânsito explica que somente com o que é arrecadado pela secretaria com multa por dirigir utilizando o celular, já é suficiente para pagar este custo.
“Dirigir falando ao celular é uma infração gravíssima, com multa de R$ 293,00 e 7 pontos na carteira. E por mês, o número de multas por essa infração em Alta Floresta gira em torno de 1000 a 1.100. Só aí se arrecada o suficiente para arcar com o custo de manutenção do radar”, observa Messias.
Fonte: José Vieira do Nascimento – Jornal MT Norte – Foto: Reprodução
